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Seis meses após tornado, MPPR volta a ouvir moradores de Rio Bonito do Iguaçu sobre prejuízos e serviços afetados

Município segue em estado de calamidade pública enquanto população ainda enfrenta impactos nas áreas de moradia, saúde, educação e economia

Por Eliane Alexandrino

Seis meses após tornado, MPPR volta a ouvir moradores de Rio Bonito do Iguaçu sobre prejuízos e serviços afetados Créditos: Divulgação

A população de Rio Bonito do Iguaçu terá nesta sexta-feira (15) mais uma oportunidade para apresentar demandas relacionadas aos impactos do tornado que atingiu a cidade em novembro de 2025. O atendimento será realizado pelo Ministério Público do Paraná, por meio das Promotorias de Justiça de Laranjeiras do Sul.

A ação acontece das 13h às 17h, na sede da Associação Comercial e Empresarial do município, na Avenida Dom Pedro II, no Centro. O foco será o recebimento de reclamações e solicitações ligadas principalmente a direitos fundamentais e serviços públicos ainda afetados após a tragédia climática.

Os moradores foram orientados a comparecer com documentos pessoais e também com materiais que ajudem a comprovar os problemas enfrentados, como fotos, laudos, protocolos e comprovantes relacionados às demandas apresentadas.

O atendimento ocorre em meio à continuidade das ações de reconstrução da cidade, que teve cerca de 90% da área urbana destruída ou danificada pelo tornado classificado como F3 na Escala Fujita, com ventos que ultrapassaram 250 quilômetros por hora. O fenômeno deixou cinco mortos e provocou danos severos em residências, prédios públicos, empresas e áreas rurais.

Na última semana, o Governo do Paraná homologou um novo decreto de estado de calamidade pública para o município, substituindo a medida anterior que perdeu validade após 180 dias. O novo decreto também terá duração de seis meses e busca garantir continuidade às ações emergenciais e aos repasses financeiros para reconstrução da cidade.

Segundo a Defesa Civil Estadual, o município ainda enfrenta impactos significativos em áreas como saúde, assistência social, educação, agricultura, pecuária, comércio e infraestrutura pública. Em regiões rurais, comunidades seguem com dificuldades de acesso.

De acordo com o governo estadual, mais de R$ 60 milhões já foram investidos em ações de recuperação desde o desastre. Parte dos recursos foi destinada a programas de auxílio às famílias atingidas, reconstrução de moradias e recuperação econômica do município.

Entre os programas implantados está o Reconstrução, que libera entre R$ 20 mil e R$ 50 mil para famílias que tiveram imóveis destruídos ou danificados. Outro auxílio criado foi o programa Superação, que prevê pagamento mensal de R$ 1 mil por seis meses às famílias atingidas.

Empresas afetadas pelo tornado também começaram a receber apoio financeiro. O governador Ratinho Junior sancionou recentemente a lei que autoriza repasses do Fundo Estadual para Calamidades Públicas para cerca de 250 empresas do município. Os valores podem chegar a R$ 100 mil, dependendo do porte do empreendimento.

Além das medidas emergenciais, o Estado segue executando obras de recuperação em escolas, unidades de saúde, ginásios e habitações populares. Também estão em andamento projetos de construção de novas moradias para famílias afetadas pelo tornado.

Foto: Divulgação

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