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Paraná tem mais endividados que a média nacional, mas inadimplência é menor Créditos: Freepik

Paraná tem mais endividados que a média nacional, mas inadimplência é menor

Dados da Fecomércio PR mostram alta após dois meses de queda; apesar do avanço nas dívidas, índice de contas em atraso caiu para 15,1% no Estado

 

O endividamento das famílias voltou a crescer no Paraná após երկու meses consecutivos de queda. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo em parceria com a Fecomércio PR.

Segundo o levantamento, o percentual de famílias paranaenses com algum tipo de dívida passou de 84,4% em março para 86% em abril.

Apesar do avanço no endividamento, os índices de inadimplência permaneceram relativamente estáveis no Estado. A parcela de consumidores com contas em atraso caiu levemente, passando de 15,5% para 15,1%. Já o percentual de famílias que afirmam não ter condições de quitar os débitos permaneceu em 3,7%.

Os números do Paraná seguem abaixo da média nacional. Em todo o país, o índice de endividamento ficou praticamente estável, saindo de 80,4% em março para 80,9% em abril.

Já os indicadores de inadimplência no cenário nacional continuam mais elevados. Segundo a pesquisa, 29,7% das famílias brasileiras possuem contas em atraso e 12,3% afirmam não ter condições de pagar as dívidas acumuladas.

O levantamento também aponta que as famílias de menor renda continuam sendo as mais afetadas pelo endividamento. Entre os consumidores com renda de até dez salários mínimos, o percentual de endividados chegou a 86,7%, enquanto 15,8% possuem contas atrasadas.

Entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos, o índice de endividamento ficou em 82,7%, com inadimplência de 11,9%.

O cartão de crédito segue como principal modalidade de dívida entre os paranaenses, sendo citado por 93,2% das famílias endividadas.

Na sequência aparecem o financiamento de veículos, mencionado por 7,6% dos entrevistados, o financiamento imobiliário, com 6,5%, e os carnês, apontados por 5,8% das famílias participantes da pesquisa.

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