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Sandro Alex defende privatização da Celepar e fala em “data center soberano” Créditos: Divulgação

Sandro Alex defende privatização da Celepar e fala em “data center soberano”

Candidato ao Governo do Paraná disse à CNN que empresa precisa ser modernizada e que serviços podem ficar com a iniciativa privada, mas defendeu estrutura estatal para proteger dados estratégicos

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O candidato ao Governo do Paraná Sandro Alex (PSD) voltou a defender a privatização da Celepar e afirmou que a operação deve preservar a segurança e a soberania dos dados do Estado. A declaração foi dada durante sabatina da CNN.

Segundo Sandro, a empresa precisa manter uma estrutura capaz de garantir que as informações estratégicas do Paraná permaneçam protegidas e dentro do território nacional. Para ele, essa discussão vai além da própria Celepar e envolve a soberania dos dados entre países.

“A Celepar, ela tem que ter hoje, a segurança dos dados, a lei de proteção nos assegura, mas acima de tudo, o que eu não vou abrir mão, é do nosso, da nossa fonte, dos nossos dados estarem seguros, de nós termos aqui um data center soberano”, afirmou.

Sandro disse que a proteção das informações deve ser mantida independentemente da empresa responsável pela operação.

“Essa não é uma discussão só do Paraná, uma discussão global, sobre onde fica os dados e ele tem que ficar no nosso território, que independente das empresas, é uma discussão entre países, sobre a soberania, a legislação em cada país, para assegurar que os dados sejam sigilosos e estejam aqui sob proteção do Estado”, declarou.

Depois da ressalva sobre a segurança dos dados, o candidato defendeu a modernização da Celepar e a transferência de atividades para a iniciativa privada.

“Tirando isso e assegurando isso, nós temos que modernizar a empresa”, disse.

Sandro argumentou que até o Poder Judiciário já recorre a plataformas e ferramentas desenvolvidas pelo setor privado e avaliou que o Estado não consegue competir com as empresas particulares nesse mercado.

“Hoje o próprio Poder Judiciário, ele adquire plataformas e ferramentas do privado e não do público. E o Estado não vai conseguir disputar com o privado este mercado, não é um serviço essencial do Estado”, afirmou.

Para o candidato, o governo deve concentrar sua atuação nas atividades consideradas essenciais e manter sob controle estatal aquilo que envolve a segurança dos dados.

“E a cada ano, cada momento nós estamos perdendo valor, porque o Estado tem que tocar aquilo que é essencial. E o essencial é manter os dados soberanos conosco”, disse.

Não é a primeira vez que Sandro defende privatização da Celepar

A posição apresentada à CNN não é nova na campanha de Sandro Alex.

Em sabatina realizada pela Folha de S.Paulo e pelo UOL, o candidato já havia defendido a privatização da Celepar. Na ocasião, afirmou que é favorável à modernização de estruturas que, na avaliação dele, não precisam permanecer sob controle direto do Estado.

“Nós sempre somos a favor da modernização, daquilo que é importante que o Estado possa modernizar e que não cabe essencialmente ao Estado”, afirmou na época.

Sandro também tratou do assunto em entrevista à Jovem Pan News Paraná. Nas duas ocasiões, a defesa da privatização veio acompanhada da necessidade de preservar os dados sob proteção estatal.

A proposta coloca a Celepar no centro de um dos debates sobre a continuidade das políticas adotadas durante a gestão do governador Ratinho Junior. Sandro tem defendido a manutenção de medidas implementadas pelo atual governo em diferentes áreas.

Privatização é questionada por órgãos de controle

A discussão sobre a desestatização da Celepar, porém, não se limita à disputa eleitoral.

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) já apontou questões relacionadas à governança de tecnologia da informação, à continuidade dos serviços públicos e à proteção de dados.

Em uma fiscalização, o tribunal identificou 705 sistemas e serviços prestados pela Celepar às secretarias estaduais. Desse total, 629 foram classificados como estratégicos.

Outra fiscalização identificou 114 sistemas relacionados a dados de segurança pública.

O Ministério Público do Paraná (MPPR) também acompanha questões envolvendo proteção de dados, sistemas utilizados pela área de Segurança Pública e a custódia da documentação digital do Estado.

O processo de desestatização também chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), que estabeleceu condicionantes relacionadas à proteção de dados, informações sensíveis, segurança pública e controle estatal.

Esses pontos colocam uma questão no centro da proposta apresentada por Sandro Alex: como garantir o controle público sobre informações estratégicas caso a empresa deixe de ser estatal?

A ideia apresentada pelo candidato é manter um “data center soberano” no Paraná ou sob controle estatal, mesmo com a modernização e eventual transferência da operação da Celepar para a iniciativa privada.

A proposta ainda precisa ser confrontada com as exigências e condicionantes que já estão sendo discutidas pelos órgãos de controle e pela Justiça.

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