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Greve de entregadores mobiliza motociclistas em São Paulo e outras cidades

Paralisação nacional, conhecida como “breque dos apps”, reúne entregadores em protesto por melhores condições de trabalho; manifestação teve concentração no Pacaembu e passou por sedes de empresas

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Greve de entregadores mobiliza motociclistas em São Paulo e outras cidades Créditos: Paulo Pinto/Agência Brasil

Uma greve de entregadores por aplicativo mobiliza centenas de motociclistas nesta quarta-feira (2) em São Paulo. O movimento, conhecido como “breque dos apps”, também ocorre em outras cidades do país e cobra melhorias nas condições de trabalho dos profissionais.

Na capital paulista, cerca de 300 motos participam dos protestos. Os entregadores se concentraram na região do Pacaembu e, depois, seguiram em uma motociata por diferentes pontos da cidade.

Entre os locais visitados estão as sedes de algumas das principais empresas do setor, como 99 e iFood.

A paralisação é organizada por entregadores que defendem mudanças nas condições de trabalho oferecidas pelas plataformas de entrega.

Entregadores denunciam tentativa de desmobilização

A liderança do movimento também levou uma reclamação ao Ministério Público do Trabalho (MPT). A denúncia afirma que empresas estariam oferecendo incentivos aos entregadores justamente durante a paralisação para tentar reduzir a adesão ao movimento.

Júnior Freitas, entregador e candidato a deputado estadual em São Paulo, protocolou uma notícia-crime contra 99Food e Keeta. Segundo ele, as empresas lançaram promoções para os entregadores durante a greve com o objetivo de fazer com que os motociclistas voltassem às atividades.

O UOL também informou que o iFood lançou uma taxa promocional na região de Santos, no litoral paulista.

Entregadores compartilharam imagens de tela que mostram os aplicativos oferecendo valores adicionais de até R$ 9 por entrega durante o período da paralisação.

Em um dos registros divulgados pelos trabalhadores, o bônus era oferecido para entregas na região de Perdizes, na zona oeste de São Paulo, entre 11h49 e 13h.

Empresas dizem acompanhar manifestações

A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa empresas como 99, iFood e Uber, afirmou que acompanha as manifestações e trabalha para melhorar as condições de atuação dos entregadores.

Em nota, a entidade defendeu uma regulamentação para o trabalho realizado por meio das plataformas.

“A Amobitec apoia uma regulação equilibrada para o trabalho por meio de plataformas tecnológicas, visando a garantia de proteção social dos trabalhadores e a segurança jurídica da atividade, em compromisso firmado desde 2022 em sua Carta de Princípios”, afirmou a associação.

A Keeta também se manifestou e disse que mantém diálogo com os entregadores.

“A plataforma esclarece que aplica políticas de incentivo como parte do programa de ganhos regular para entregadores parceiros, e que não foram criadas especificamente em resposta à paralisação”, informou a empresa.

A Keeta afirmou ainda que continua aberta para receber sugestões dos profissionais que trabalham com a plataforma.

***Com informações da UOL 

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