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Professores apresentam contraproposta a Renato Silva e pedem prioridade em pauta da educação Créditos: Divulgação

Professores apresentam contraproposta a Renato Silva e pedem prioridade em pauta da educação

Categoria aceita índice proposto pelo município para maio, mas condiciona acordo ao pagamento das diferenças de início de ano e cobra recomposição de perdas acumuladas

O reajuste salarial dos professores da rede municipal de Cascavel entrou em nova fase de negociação após o protocolo de uma contraproposta apresentada pela categoria ao município. O documento foi entregue nesta segunda-feira (4) e inclui, além da questão salarial, uma pauta com 57 reivindicações ligadas à carreira e às condições de trabalho.

A proposta foi elaborada pelo Siprovel e encaminhada à administração do prefeito Renato Silva. Segundo o sindicato, o conteúdo reflete decisões aprovadas por unanimidade em assembleia realizada no fim de abril.

Reajuste aceito, mas com condição

No que diz respeito ao piso salarial de 2026, os professores aceitaram o reajuste de 5,4% proposto pelo município, com aplicação prevista a partir da folha de pagamento de maio.

No entanto, a categoria condiciona o acordo à aplicação retroativa desse índice desde 1º de janeiro de 2026. Com isso, os docentes reivindicam o pagamento das diferenças salariais acumuladas entre janeiro e abril.

De acordo com a presidente do sindicato, Gilsiane Quelin Peiter, o pedido tem respaldo legal. “A medida está respaldada nas legislações que regulamentam o Piso Salarial do Magistério, tanto no âmbito nacional quanto municipal”, afirma.

Defasagem salarial entra na negociação

Outro ponto central da contraproposta é a recomposição de perdas salariais acumuladas. Segundo o Siprovel, a defasagem chega a 20,55%, resultado da não aplicação integral dos reajustes previstos ao longo dos últimos anos.

Como alternativa, os professores propõem a aplicação imediata de 8% a partir de maio, como forma de recomposição parcial. O restante, equivalente a 11,62%, seguiria em negociação.

A entidade argumenta que a distorção impacta diretamente a remuneração dos profissionais da rede municipal e compromete a valorização da carreira docente.

Pauta com 57 reivindicações

Além da questão salarial, o sindicato protocolou uma pauta mais ampla, composta por 57 itens. O documento reúne demandas que vão desde valorização profissional até condições estruturais nas escolas.

Entre os temas abordados estão organização da carreira, direitos remuneratórios, saúde dos trabalhadores, formação continuada, inclusão e aspectos pedagógicos.

Segundo a presidente do sindicato, a pauta foi construída a partir da realidade das unidades de ensino. “A pauta foi construída a partir das demandas apresentadas nas instituições de ensino e reflete a realidade vivida diariamente nas escolas e Cmeis”, afirma.

Pedido de prioridade nas negociações

O Siprovel também solicitou que a contraproposta e a pauta sejam analisadas com prioridade pela Comissão Permanente de Negociações do Magistério.

A entidade afirma que há disposição para o diálogo, mas cobra avanço nas tratativas. “A categoria tem disposição para o diálogo, mas é fundamental que ele ocorra com compromisso por parte do governo, a fim de garantir o cumprimento da legislação e a efetiva valorização dos professores e professoras”, conclui Gilsiane.

Próximos passos

Com o protocolo dos documentos, a expectativa agora é pela abertura de negociações formais entre o sindicato e a administração municipal. O desfecho pode impactar diretamente o calendário de pagamentos, a estrutura da carreira e as condições de trabalho dos profissionais da educação em Cascavel.

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