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Promessa de preços populares na Expoingá vira alvo de críticas após relatos de valores elevados

Discurso de acessibilidade defendido pela organização da feira entrou em choque com preços encontrados por visitantes dentro do parque; episódio envolvendo Ana Castela ampliou repercussão nas redes sociais

Por Gazeta do Paraná

Promessa de preços populares na Expoingá vira alvo de críticas após relatos de valores elevados Créditos: Divulgação

A edição 2026 da Expoingá 2026 começou sob o discurso de tornar a experiência mais acessível ao público, mas os preços praticados dentro do Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro acabaram provocando reclamações de visitantes e reacendendo o debate sobre os custos da feira.  

Dias antes da abertura oficial do evento, representantes ligados à organização haviam anunciado medidas para reduzir o impacto financeiro sobre as famílias, incluindo ampliação dos pontos de água gratuita e tabelamento de alguns produtos considerados básicos. Em entrevistas concedidas à imprensa local, a direção da feira chegou a afirmar que a água seria comercializada por R$ 5, refrigerantes por R$ 8 e cervejas por R$ 10.  

Na prática, porém, os valores encontrados por parte do público dentro da feira ficaram muito acima do que havia sido divulgado previamente. Segundo reportagem publicada pelo O Diário de Maringá, cardápios fotografados por frequentadores mostraram água com gás sendo vendida a R$ 6,90, suco de laranja de 300 ml por R$ 22,90 e chope de 600 ml chegando a R$ 42,90. Doses de bebidas alcoólicas mais sofisticadas ultrapassaram os R$ 40.  

O episódio ganhou ainda mais repercussão após a cantora Ana Castela comentar, em vídeo gravado durante a feira, os valores cobrados por algodão-doce dentro do evento. Segundo ela, um dos vendedores cobrava R$ 50 pela unidade. Em seguida, encontrou outro ponto vendendo o mesmo produto por R$ 30 e ironizou a situação. A fala rapidamente viralizou nas redes sociais e acabou simbolizando o descontentamento de parte do público com os preços praticados na feira.  

A situação acabou gerando questionamentos sobre a efetividade das promessas feitas pela atual gestão da Sociedade Rural de Maringá durante a preparação da Expoingá 2026. A proposta de tornar o evento mais popular e financeiramente acessível havia sido apresentada como uma das principais marcas da nova administração.  

Além dos preços de alimentação e bebidas, visitantes também passaram a discutir os custos gerais para frequentar o evento. Segundo informações divulgadas anteriormente pela organização, o estacionamento para carros foi fixado em R$ 60, enquanto caminhonetes pagam R$ 80 e vans R$ 100. Os ingressos de entrada da feira custam R$ 20 na modalidade inteira e R$ 10 na meia-entrada.  

A repercussão negativa ocorre justamente em uma edição em que a organização tentou reforçar uma imagem de aproximação com o público popular. A feira ampliou os pontos de hidratação gratuita para cerca de 40 locais espalhados pelo parque e também manteve períodos de entrada gratuita em determinados horários e dias específicos.  

Após a publicação das críticas, a assessoria de comunicação da Sociedade Rural de Maringá informou ao O Diário de Maringá que o Procon está presente dentro da feira e poderá atuar em situações consideradas abusivas. O órgão também disponibilizou canal para registro de reclamações de consumidores.  

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