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Operação da PF: Ex-presidente do BRB é preso em Brasília por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro Créditos: Rafael Lavenère/BRB

Operação da PF: Ex-presidente do BRB é preso em Brasília por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro

Paulo Henrique Costa é alvo da Operação Compliance Zero; Polícia Federal investiga operações sem garantias com o Banco Master e prejuízos ao banco público do DF

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (16) uma nova fase da Operação Compliance Zero e prendeu o ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa. A prisão ocorreu em Brasília.

O executivo é suspeito de descumprir práticas de governança e autorizar operações financeiras com o Banco Master sem garantias adequadas. As informações foram obtidas pelo blog do G1.

Ao todo, a operação cumpre dois mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo. A investigação apura um possível esquema de lavagem de dinheiro para pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.

Os investigadores apuram crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa.

Paulo Henrique Costa presidiu o BRB desde 2019, após indicação do então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Durante sua gestão, ele conduziu a tentativa de compra do Banco Master pela instituição. O executivo foi afastado do cargo em novembro, após decisão judicial na primeira fase da operação.

Com formação em administração de empresas, Costa possui especializações na área financeira no exterior e mais de 20 anos de atuação no mercado financeiro.

O BRB é um banco público controlado pelo governo do Distrito Federal. A instituição aparece nas investigações por ter sido a principal interessada na aquisição do Banco Master, pertencente a Daniel Vorcaro, além de ter realizado operações financeiras que estão sob apuração.

A negociação previa a compra de participação relevante no Banco Master e foi apresentada como alternativa para evitar a quebra da instituição privada. No entanto, o Banco Central vetou a operação após concluir que não havia viabilidade econômico-financeira e que o negócio poderia transferir riscos excessivos ao banco público.

Além da tentativa de aquisição, a Polícia Federal investiga se o BRB comprou carteiras de crédito consideradas problemáticas do Banco Master. O objetivo é verificar possíveis falhas nos processos internos de análise, aprovação e governança dessas operações.

Paulo Henrique Costa comandava o BRB no período em que ocorreram as negociações com o Banco Master. Ele é investigado por sua atuação nas tratativas e na aprovação das operações financeiras sob suspeita.

De acordo com os autos, o ex-presidente defendeu a compra do Banco Master como uma solução para a crise enfrentada pela instituição privada. Após o avanço das investigações, ele foi afastado da presidência do banco público.

Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal, Costa afirmou que parte dos valores pagos ao Banco Master não foi recuperada após a liquidação. A Polícia Federal apura se esse montante representa prejuízo efetivo e se há responsabilidade criminal ou administrativa.

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