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Flávio Bolsonaro deixou de votar em 43% das sessões nominais do Senado em 2026, aponta levantamento

Estudo da Folha de S.Paulo mostra que senador ficou sem registrar voto em 21 das 49 votações nominais analisadas em 2026. Defesa afirma que atividade parlamentar vai além das sessões em plenário

Flávio Bolsonaro deixou de votar em 43% das sessões nominais do Senado em 2026, aponta levantamento Créditos: Divulgação

Um levantamento da Folha de S.Paulo aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, deixou de participar de 43% das votações nominais realizadas no Senado Federal em 2026.

Segundo o estudo, o parlamentar não registrou voto em 21 das 49 deliberações nominais analisadas entre 24 de fevereiro e 22 de junho. Com esse índice, Flávio aparece empatado com outros quatro senadores na quinta posição entre os parlamentares que mais deixaram de votar no período.

O levantamento considera tanto as sessões em que o senador registrou presença, mas não votou, quanto aquelas em que esteve ausente sem justificativa prevista no regimento. Não foram contabilizadas licenças médicas, missões oficiais, atividades políticas autorizadas, licença-paternidade ou outros afastamentos regimentais.

A média geral entre os 81 senadores foi de 20% de ausência em votações nominais.

Entre as matérias em que Flávio Bolsonaro registrou presença, mas não votou, estão a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que institui a Política Nacional de Apoio à Atividade de Transporte Rodoviário Profissional, um projeto de lei complementar relacionado à adequação do Orçamento à nova licença-paternidade e outro projeto que autoriza o uso de recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) para capacitação de policiais penais e servidores do sistema prisional.

O senador também não participou da sessão que analisou indicações de autoridades, entre elas a do presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), além da votação que aprovou a isenção de Imposto de Renda e outros tributos federais para entidades filantrópicas.

Defesa cita agenda política

Em nota, a equipe de Flávio Bolsonaro contestou a metodologia utilizada no levantamento e afirmou que a reportagem "distorce o funcionamento da atividade parlamentar".

Segundo a assessoria, deixar de registrar voto em uma deliberação não significa ausência de atividade legislativa.

O gabinete informou ainda que o senador teve apenas uma falta registrada em 2025 e três em 2026. Uma delas, segundo a nota, ocorreu durante viagem aos Estados Unidos para participar de reuniões relacionadas à classificação das facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

A assessoria também destacou que Flávio Bolsonaro exerce atividades fora do plenário, como reuniões institucionais e compromissos relacionados à pré-campanha presidencial, além de mencionar que o parlamentar recebeu o prêmio Excelência Parlamentar, concedido pelo Ranking dos Políticos, nos anos de 2023, 2024 e 2025.

Ranking é liderado por Romário

De acordo com o levantamento, o senador Romário (PL-RJ) lidera o ranking de ausências em votações nominais neste ano. Ele deixou de registrar voto em 20 das 38 deliberações em que era titular do mandato, equivalente a 53%.

Na sequência aparece Wilder Moraes (PL-GO), com ausência em 49% das votações nominais.

Em terceiro lugar estão Angelo Coronel (PSD-BA) e Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), ambos com índice de 47%.

Flávio Bolsonaro integra um grupo de cinco senadores que registraram 43% de ausência nas votações nominais, ao lado de Cleitinho (Republicanos-MG), Eduardo Gomes (PL-TO), Professora Dorinha Seabra (União Brasil-TO) e Wellington Fagundes (PL-MT).

O ranking dos dez parlamentares com maior índice de ausência é fechado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), que deixou de participar de 41% das votações nominais realizadas em 2026.

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