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Moro se filia ao PL, contesta eleição de Lula e oferece palanque a Flávio Bolsonaro no PR Créditos: Roque de Sá/Agência Senado

Moro se filia ao PL, contesta eleição de Lula e oferece palanque a Flávio Bolsonaro no PR

Em evento simbólico em Brasília, senador Sergio Moro oficializa entrada no PL, critica resultado de 2022 e confirma apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro

O senador Sergio Moro afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito “entre aspas” e fez críticas ao resultado das eleições de 2022. A declaração foi dada durante evento de filiação ao Partido Liberal (PL), em Brasília. Não há comprovação de fraude no processo eleitoral brasileiro, que possui mecanismos de auditoria.

Na mesma ocasião, Moro confirmou que pretende oferecer seu palanque no Paraná para a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

O parlamentar oficializou sua entrada no partido do ex-presidente Jair Bolsonaro após deixar o União Brasil, alegando falta de apoio para disputar o governo do Paraná. Durante o discurso, ele também criticou a atual gestão federal e reforçou alinhamento com o grupo bolsonarista.

Moro afirmou que o Paraná estará integrado ao projeto nacional liderado por Flávio Bolsonaro. Segundo ele, a intenção é fortalecer a candidatura no estado. “Vamos trabalhar para que Vossa Excelência tenha uma grande vitória no nosso estado”, disse ao senador.

A movimentação marca uma reaproximação com o núcleo político de Bolsonaro. Moro foi ministro da Justiça entre 2019 e 2020, mas deixou o cargo após acusar o então presidente de tentar interferir na Polícia Federal.

O evento também contou com a filiação do ex-procurador Deltan Dallagnol e da deputada Rosangela Moro. Os dois passam a integrar o PL no mesmo movimento de reorganização política do grupo. Dallagnol atuou na coordenação da força-tarefa da Operação Lava Jato durante o período em que Moro era juiz.

No Paraná, a sigla trabalha para lançar Dallagnol e o deputado Filipe Barros (PL) como candidatos ao Senado. A estratégia faz parte do plano de ampliar a presença do partido no estado.

A filiação ocorreu em um auditório próximo ao Posto da Torre, em Brasília, local simbólico por ter sido ponto inicial da Operação Lava Jato em 2014, quando a Polícia Federal cumpriu os primeiros mandados da investigação.

Durante o discurso, Moro também citou problemas envolvendo aposentados e pensionistas do INSS e mencionou o caso do Banco Master, associando os episódios ao governo federal. Investigações, no entanto, indicam que irregularidades nesse tipo de benefício começaram ainda na gestão anterior e se estenderam ao governo atual.

O senador tem concentrado esforços na viabilização de sua candidatura no Paraná. Ele evitou comentar diretamente movimentos de adversários e tem adotado uma estratégia de reduzir conflitos neste momento. Moro já reconheceu que uma vitória em primeiro turno é difícil, mas afirmou confiar no desempenho apontado por pesquisas.

No cenário estadual, a disputa deve ganhar novos contornos após o governador Ratinho Junior (PSD) anunciar que não será candidato à Presidência. Ele permanecerá no cargo até o fim do mandato e deve atuar para eleger um aliado.

A decisão surpreendeu parte dos aliados. Ratinho era considerado um dos principais nomes do PSD para a disputa nacional, ao lado dos governadores Ronaldo Caiado (GO) e Eduardo Leite (RS).

Dentro do partido, ainda não há definição sobre o candidato ao governo do Paraná. O presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, disputa espaço internamente, enquanto o secretário das Cidades, Guto Silva, é apontado como nome próximo ao governador.

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