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Na Alep, deputada questiona elegibilidade de Dallagnol e ataca emenda de Filipe Barros Créditos: Divulgação

Na Alep, deputada questiona elegibilidade de Dallagnol e ataca emenda de Filipe Barros

Em discurso na Assembleia, parlamentar petista celebra decisão do Supremo contra censura à imprensa e amplia críticas a expoentes da direita paranaense por propostas na Câmara Federal

A deputada estadual Ana Júlia Ribeiro (PT) repercutiu na Assembleia Legislativa do Paraná a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que derrubou uma determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná contra reportagens sobre a situação eleitoral de Deltan Dallagnol.

Durante discurso em plenário nesta segunda-feira (11), a parlamentar afirmou que houve tentativa de censura à imprensa no Paraná e criticou a reação de Dallagnol diante das publicações relacionadas à sua elegibilidade.

“Me surpreende muito um candidato que diz defender a liberdade, que diz defender o debate, querer censurar a imprensa sobre o questionamento à sua elegibilidade. Afinal de contas, do que o Deltan Dallagnol tem medo?”, declarou.

Na decisão divulgada pelo STF, Flávio Dino considerou que a jornalista citada no processo apenas reproduziu informações constantes em certidão expedida pelo Tribunal Superior Eleitoral. O ministro também apontou risco de “efeito inibitório” à liberdade de imprensa diante do excesso de ações judiciais envolvendo o tema.

Durante o pronunciamento, Ana Júlia voltou a citar a cassação do mandato de Dallagnol pelo TSE e afirmou que a consequência da decisão seria a inelegibilidade do ex-procurador da Lava Jato.

“O fato é que o Deltan Dallagnol foi condenado por fraude à lei. Ele foi cassado com trânsito em julgado. E a consequência da cassação é inelegibilidade”, disse.

A deputada também ampliou as críticas a nomes da direita paranaense ligados à disputa pelo Senado e mencionou o deputado federal Filipe Barros ao comentar propostas relacionadas ao caso do Banco Master.

Segundo Ana Júlia, Filipe Barros apresentou na Câmara dos Deputados uma proposta semelhante à chamada “Emenda Master”, articulada pelo senador Ciro Nogueira para ampliar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

“O fato é que ele apresentou, sim, uma emenda exatamente igual à do Ciro Nogueira”, afirmou.

A parlamentar também criticou a retirada do projeto após a repercussão nacional do caso envolvendo o Banco Master.

“Depois que o escândalo veio à tona, ele retirou o projeto, mas até então estava lá bem bonitinho com a emenda dele”, declarou.

Ao encerrar o discurso, Ana Júlia afirmou que o debate político deve ocorrer com transparência e liberdade de imprensa.

“A política feita de forma séria é feita com debate e sem medo do debate”, concluiu.

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