Primeiras intervenções já alteram rotina nas rodovias do Lote 5 no Paraná
Antes do início oficial da concessão, as primeiras frentes de trabalho já estão em andamento
Por Da Redação
Créditos: Via Campo
Antes mesmo do inicio concreto da operação, o que se vê ao longo de alguns trechos de rodovias do Oeste e Noroeste do Paraná é um movimento constante com intervenções pontuais que começam a redesenhar o cotidiano de quem depende das vias. É nesse cenário que a Via Campo, nova concessionária responsável pelo Lote 5 das Rodovias Integradas do Paraná, inicia sua atuação prática.
O lote reúne trechos das rodovias BR-369, BR-163, BR-467 e PR-317, atravessando uma região marcada pela força do agronegócio e pela intensa circulação de cargas. Ao todo, são 433 quilômetros que conectam municípios como Cascavel, Maringá (no distrito de Floriano), Toledo, Guaíra, Campo Mourão, Corbélia, Ubiratã e Mamborê, além de outras cidades que formam um corredor logístico importante no Estado.
Mesmo antes do início oficial da concessão, as primeiras frentes de trabalho já estão em andamento. Na BR-163, por exemplo, há manutenção de pavimento entre os quilômetros 199 e 200, além de serviços de fresagem entre os quilômetros 270 e 274, na região de Quatro Pontes. Já na BR-369, equipes atuam em intervenções no pavimento em Corbélia. São ações iniciais que integram o processo de preparação da malha rodoviária para a nova fase de gestão.
Ao longo dos trechos, o trabalho é fragmentado em pequenas frentes, mas com um objetivo comum: a recuperação das condições da pista e a implantação de melhorias consideradas essenciais para a operação. Essa etapa antecede um ciclo mais amplo de intervenções, previsto para ocorrer entre o terceiro e o sétimo ano do contrato.
A Via Campo é administrada pelo Grupo Pátria, o mesmo que já opera o Lote 1 por meio da Via Araucária. Para o Lote 5, o contrato prevê um investimento total de R$ 11,86 bilhões ao longo de 30 anos. Desse montante, R$ 6,68 bilhões serão destinados a obras de infraestrutura e R$ 5,18 bilhões a custos operacionais.
Entre as intervenções previstas, está a duplicação de 238,57 quilômetros de rodovias, mais da metade da extensão concedida. O projeto também inclui a construção de 19,99 quilômetros de vias marginais, 3,7 quilômetros de contornos, além de 51 interseções em desnível, cinco passarelas e 12 quilômetros de ciclovias. A proposta busca reorganizar fluxos, especialmente em áreas urbanas e pontos de maior circulação.
Em uma região onde o escoamento da produção agropecuária define ritmos econômicos e logísticos, as rodovias funcionam como extensão das lavouras e centros de distribuição. A circulação de caminhões carregados de grãos, insumos e produtos industrializados compõe uma paisagem cotidiana que depende diretamente das condições da infraestrutura viária.
Paralelamente às obras, a concessionária também iniciou a formação das equipes que irão atuar no trecho. São 400 vagas abertas de forma imediata, distribuídas em 16 municípios. As oportunidades concentram-se principalmente em funções operacionais, como operador de conservação, ajudante de sinalização, operador de motosserra e moto poda, agente de tráfego, líder de equipe e tratorista.
O processo seletivo ocorre com atendimento presencial em Cascavel e recebimento de currículos por e-mail. A expectativa da concessionária é de que, ao longo dos 30 anos de contrato, sejam gerados mais de 72 mil empregos, considerando vagas diretas, indiretas e o chamado efeito-renda.
Segundo a gestora de Recursos Humanos da Via Campo, Ana Paula Molina, a ampliação do quadro acompanha o avanço da implantação no trecho. “Estamos estruturando nossas equipes para dar início às operações com qualidade e segurança. Esse é um momento importante para quem busca uma oportunidade de trabalho na região”, afirma.
Ela destaca ainda que o processo de contratação ocorre de forma imediata e envolve diferentes perfis profissionais. “Temos vagas em diferentes áreas operacionais e buscamos profissionais comprometidos, que queiram crescer junto com a Via Campo. O processo já está em andamento e as contratações são imediatas”, completa.
Entre contratos, prazos e máquinas em operação, o início das atividades da Via Campo se constrói de forma gradual, com intervenções distribuídas ao longo de centenas de quilômetros. Um processo que começa antes da formalidade completa da concessão, mas que já altera, aos poucos, a dinâmica das estradas que cortam uma das regiões mais produtivas do Paraná.
