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Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados em nova rodada de pesquisas para presidente

Levantamentos divulgados nos últimos dias mostram disputa apertada pela Presidência; AtlasIntel desta quarta-feira aponta diferença de apenas 0,3 ponto percentual entre os dois em eventual segundo turno

Por Gazeta do Paraná

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Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados em nova rodada de pesquisas para presidente Créditos: Reprodução Redes Sociais/Evaristo Sá/AFP; Ricardo Stuckert/PR

A disputa pela Presidência da República segue apertada a menos de duas semanas do primeiro turno das eleições de 2026. Levantamentos divulgados nos últimos dias mostram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) concentrando a maior parte das intenções de voto, com diferenças que variam de acordo com o instituto e, em diversos cenários, ficam dentro das respectivas margens de erro.

A pesquisa mais recente, divulgada nesta quarta-feira (23) pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, aponta Lula com 45,8% das intenções de voto no primeiro turno, contra 43,4% de Flávio Bolsonaro. Na sequência aparecem Renan Santos (Missão), com 4,5%; Augusto Cury (Avante), com 2,1%; Ronaldo Caiado (PSD), com 1,3%; e Romeu Zema (Novo), com 0,9%.

Brancos e nulos representam 0,7%, enquanto 0,5% dos entrevistados disseram não saber em quem votar.

 

Diferença de 0,3 ponto no segundo turno

No cenário de segundo turno entre os dois principais nomes, a diferença fica ainda menor. Lula registra 47,7%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 47,4%. A distância de apenas 0,3 ponto percentual configura empate técnico, já que a margem de erro da pesquisa é de um ponto percentual para mais ou para menos.

Na rodada anterior da AtlasIntel/Bloomberg, divulgada em 17 de setembro, a ordem numérica era inversa: Flávio tinha 47,2%, contra 46,8% de Lula. As variações entre as duas pesquisas ficaram dentro da margem de erro.

A Atlas também simulou Lula contra outros candidatos. O presidente aparece com 47,6% diante de Romeu Zema, que registra 42,2%; contra Ronaldo Caiado, o placar é de 46,6% a 44%; diante de Augusto Cury, 46,2% a 39,4%; e contra Renan Santos, 46,5% a 31,2%.

 

Outros institutos também mostram disputa apertada

O cenário de proximidade entre Lula e Flávio também aparece em outros levantamentos recentes, embora os percentuais variem conforme a metodologia utilizada.

A Quaest, em pesquisa divulgada na segunda-feira (21), apontou Lula com 37% e Flávio Bolsonaro com 33% no primeiro turno. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois aparecem no limite do empate técnico. Augusto Cury registrou 6%, Ronaldo Caiado, 4%, e Renan Santos, 3%.

No segundo turno da Quaest, a ordem numérica se inverte: Flávio aparece com 42% e Lula com 41%, também em situação de empate técnico. O instituto ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre 17 e 20 de setembro.

Já o levantamento BTG/Nexus divulgado no mesmo dia registrou Lula com 40% e Flávio Bolsonaro com 37% no primeiro turno. Augusto Cury apareceu com 6%, Ronaldo Caiado com 5% e Renan Santos com 3%.

O Datafolha divulgado em 17 de setembro havia registrado Lula com 39% e Flávio com 36%, enquanto levantamento anterior da AtlasIntel/Bloomberg mostrou 44,1% para o presidente e 41,7% para o senador.


Pesquisas retratam momentos diferentes

Os levantamentos não devem ser comparados como se constituíssem uma única série histórica. Cada instituto utiliza metodologia, amostra e período de coleta próprios, o que pode produzir diferenças nos percentuais registrados.

No caso da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira, a margem de erro informada é de um ponto percentual. Nos levantamentos recentes de Quaest, BTG/Nexus e Datafolha, a margem é de dois pontos percentuais. As pesquisas estão registradas na Justiça Eleitoral.

O conjunto dos levantamentos mais recentes, portanto, registra Lula e Flávio Bolsonaro como os dois candidatos com os maiores percentuais de intenção de voto, enquanto as diferenças entre eles variam conforme o instituto e o período de realização da pesquisa.

Créditos: Redação Acesse nosso canal no WhatsApp