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Vereador diz ter levado ao MP denúncia sobre suposto pagamento de propina em Ponta Grossa

Ricardo Zampieri afirma ter procurado o Ministério Público após Câmara encaminhar representação à Corregedoria; até o momento, não foi divulgado protocolo que confirme a formalização da denúncia

Por Valéria Mendes

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Vereador diz ter levado ao MP denúncia sobre suposto pagamento de propina em Ponta Grossa Créditos: Divulgação

O vereador Ricardo Zampieri (PL) divulgou, nesta quarta-feira (23), um vídeo em que afirma estar no Ministério Público do Paraná (MPPR), em Ponta Grossa, para apresentar uma denúncia envolvendo um suposto pagamento de propina a vereadores. Na última segunda-feira (21), a Câmara Municipal aprovou o encaminhamento de uma representação contra Zampieri à Corregedoria da Casa, após declarações do parlamentar sobre um suposto “malote” que teria circulado pela prefeitura.

No vídeo publicado nas redes sociais, Zampieri afirmou que decidiu encaminhar as informações ao Ministério Público por considerar o órgão independente. O vereador também questionou a postura adotada pela Câmara e declarou que, apesar do que classificou como retaliações, não pretende recuar das denúncias.

Até o momento, porém, não foi divulgado comprovante, protocolo ou outro documento que confirme oficialmente a apresentação da denúncia ao Ministério Público ou a eventual abertura de procedimento para apuração dos fatos.

A manifestação ocorre após declarações feitas por Zampieri durante a sessão ordinária de 24 de agosto, quando mencionou a existência de supostos “malotes” que teriam circulado pela prefeitura e afirmou que os parlamentares teriam conhecimento do assunto.

Após as declarações, o vereador Guilherme Mazer (PT) apresentou uma representação contra Zampieri, com base no Regimento Interno da Câmara, para que o parlamentar apresentasse, no prazo de 48 horas, elementos que sustentassem as acusações. Caso isso não ocorresse, o caso poderia ser encaminhado à Corregedoria.

Na ocasião, Zampieri declarou que não entregaria os documentos à Câmara Municipal. Segundo ele, a apresentação das informações ao próprio Legislativo poderia comprometer uma eventual apuração dos fatos.

“Ele disse que havia malotes de dinheiro circulando pela Câmara e todos sabiam do que se tratava. O regimento prevê que qualquer vereador que acuse outro parlamentar e não apresente provas da acusação em 48 horas, a Mesa decide se ele vai para a Corregedoria. Eu só fiz um seguimento do Regimento Interno porque me senti lesado quando ele disse que todos sabiam”, afirmou Mazer.

A Corregedoria da Câmara deverá analisar as declarações feitas pelo vereador e os desdobramentos da representação apresentada. Uma eventual investigação pelo Ministério Público dependerá da confirmação do recebimento da denúncia e das providências que vierem a ser adotadas pelo órgão.

A Gazeta do Paraná segue acompanhando o caso.

 

Créditos: Redação Acesse nosso canal no WhatsApp