IRG: Moro tem 38,8% e Sandro Alex, 27%, na disputa pelo Governo do Paraná
Pesquisa divulgada nesta sexta-feira mostra Moro com 38,8% e Sandro Alex com 27% no cenário com vices, enquanto levantamento da Paraná Pesquisas coloca Requião em segundo.
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A nova pesquisa do Grupo RIC/IRG, divulgada nesta sexta-feira (4), mostra Sergio Moro (PL) na liderança da corrida pelo Governo do Paraná, mas apresenta um cenário diferente do levantamento da Paraná Pesquisas divulgado na quinta-feira (3).
No cenário estimulado do IRG, que apresenta os candidatos junto com seus respectivos vices, Sergio Moro e Edson Vasconcelos (PL) aparecem com 38,8% das intenções de voto. Sandro Alex (PSD) e Rafael Greca (MDB) têm 27%, enquanto Requião Filho (PDT) e Michele Caputo (Solidariedade) somam 21,8%.
A pesquisa ouviu 1.200 eleitores entre 31 de agosto e 3 de setembro. A margem de erro é de 2,83 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-02179/2026.
O resultado é diferente do levantamento da Paraná Pesquisas divulgado um dia antes. Naquela pesquisa, Sergio Moro tinha 45%, Requião Filho aparecia com 24% e Sandro Alex registrava 17,5%.
A diferença entre os resultados, porém, não significa que um dos institutos esteja necessariamente certo ou errado. Os levantamentos utilizaram perguntas e apresentações diferentes para medir a intenção de voto.
A pergunta muda o resultado
O IRG apresentou aos entrevistados as chapas completas. Sergio Moro apareceu ao lado de Edson Vasconcelos, Sandro Alex foi apresentado com Rafael Greca e Requião Filho, com Michele Caputo.
O instituto também testou cenários de segundo turno considerando os vices.
Já a Paraná Pesquisas apresentou, no cenário de primeiro turno divulgado, apenas os candidatos ao Governo, sem a composição com os respectivos vices.
Essa diferença é importante para a comparação.
Colocar lado a lado os 45% de Sergio Moro na Paraná Pesquisas e os 38,8% da chapa Moro/Vasconcelos no IRG como se fossem duas medições feitas exatamente da mesma maneira pode levar a uma interpretação equivocada.
Além do período em que as entrevistas foram realizadas, a formulação da pergunta, a apresentação dos nomes e a composição das alternativas podem influenciar as respostas.
Os períodos de coleta foram praticamente iguais. O IRG entrevistou eleitores de 31 de agosto a 3 de setembro. A Paraná Pesquisas realizou o levantamento entre 31 de agosto e 2 de setembro.
As duas pesquisas também têm amostras semelhantes e nível de confiança de 95%. O IRG ouviu 1.200 pessoas, enquanto a Paraná Pesquisas entrevistou 1.280.
Moro lidera nos dois levantamentos
O principal ponto em comum entre as duas pesquisas é a liderança de Sergio Moro.
O que muda é a vantagem sobre os adversários e, principalmente, quem aparece na segunda colocação.
No levantamento do IRG com os vices, Moro e Vasconcelos têm 38,8%, contra 27% de Sandro Alex e Greca. A diferença entre as chapas é de 11,8 pontos percentuais.
Requião Filho e Michele Caputo aparecem em terceiro, com 21,8%, 5,2 pontos atrás da chapa de Sandro Alex.
Na Paraná Pesquisas, Moro tinha 45%, Requião Filho 24% e Sandro Alex 17,5%.
Assim, os dois institutos colocam Moro na liderança, mas divergem sobre o segundo colocado. O IRG aponta Sandro Alex à frente, enquanto a Paraná Pesquisas coloca Requião Filho na segunda posição.
Essa é a principal diferença entre os dois levantamentos.
Sandro Alex e Requião disputam o segundo lugar
A distância entre Sandro Alex e Requião Filho muda completamente de uma pesquisa para outra.
No IRG, Sandro aparece com 27%, contra 21,8% de Requião. A diferença é de 5,2 pontos percentuais.
Na Paraná Pesquisas, o cenário se inverte. Requião registra 24%, enquanto Sandro tem 17,5%. Nesse caso, a vantagem de Requião é de 6,5 pontos.
As diferenças estão acima da margem de erro dos respectivos levantamentos, mas os resultados não podem ser analisados sem considerar que os institutos utilizaram desenhos diferentes.
No IRG, os nomes dos vices foram apresentados aos eleitores. Rafael Greca aparece ao lado de Sandro Alex, enquanto Michele Caputo acompanha Requião Filho.
A presença dos vices pode influenciar a resposta de parte do eleitorado. O próprio desenho da pesquisa do IRG busca medir esse efeito, com cenários de primeiro e segundo turno, além de perguntas sobre rejeição e voto espontâneo.
Voto espontâneo mostra indefinição
Quando os nomes dos candidatos não são apresentados, o cenário muda.
No levantamento espontâneo do IRG, 54,3% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
Sergio Moro aparece com 18,4%, seguido por Sandro Alex, com 10,4%, e Requião Filho, com 9,2%.
O percentual de eleitores que não indicou espontaneamente um candidato mostra que uma parcela significativa do eleitorado ainda não definiu sua preferência.
A diferença entre os cenários espontâneo e estimulado também recomenda cautela na interpretação dos números. A pesquisa estimulada apresenta os nomes aos entrevistados, enquanto a espontânea depende da lembrança e da preferência manifestada sem uma lista de candidatos.
Requião tem maior rejeição
A rejeição é outro ponto de destaque no levantamento do IRG.
Requião Filho aparece com 43,8% dos entrevistados afirmando que não votariam nele. Sergio Moro tem 28,6%, enquanto Sandro Alex registra 4,3%.
O índice de rejeição não determina sozinho o resultado de uma eleição, mas pode influenciar a capacidade de crescimento de uma candidatura, principalmente em uma eventual disputa de segundo turno.
O cenário mostra uma diferença significativa entre os três principais nomes. Requião tem a maior rejeição, Moro aparece em uma posição intermediária e Sandro registra um índice mais baixo.
Pesquisa testa três cenários de segundo turno
O IRG também apresentou três simulações de segundo turno.
No confronto entre Moro/Vasconcelos e Sandro Alex/Greca, a chapa de Moro aparece com 44,8%, contra 40,5% da chapa adversária. A diferença é de 4,3 pontos percentuais.
Em outro cenário, Moro/Vasconcelos chegam a 57,5% contra 31,2% de Requião Filho/Michele Caputo.
Na terceira simulação, Sandro Alex/Greca aparecem com 52,9%, enquanto Requião Filho/Michele Caputo registram 28,6%.
Entre os cenários testados, a disputa entre Moro e Sandro é a mais equilibrada.
O resultado também se aproxima do levantamento anterior do próprio IRG, divulgado em agosto. Na ocasião, Moro tinha 40,2%, Sandro Alex aparecia com 24,8% e Requião Filho tinha 21% no cenário com os vices.
Na simulação de segundo turno entre Moro e Sandro naquela pesquisa, os percentuais eram de 42,7% a 38,1%.
Como comparar as pesquisas
A divulgação de levantamentos próximos no calendário eleitoral mostra a importância de observar não apenas os percentuais, mas também a metodologia utilizada.
Para comparar pesquisas, é preciso considerar o período de coleta, o número de entrevistados, a margem de erro, o nível de confiança, os nomes apresentados e a forma como a pergunta foi feita.
No caso do IRG e da Paraná Pesquisas, os períodos de campo praticamente coincidem e as amostras têm tamanhos semelhantes.
A principal diferença está na apresentação das candidaturas. O IRG mede as chapas com os respectivos vices, enquanto a Paraná Pesquisas apresentou os candidatos titulares no cenário de primeiro turno.
Por isso, os números não permitem afirmar simplesmente que Sergio Moro caiu ou que Sandro Alex cresceu de uma pesquisa para outra.
O que os dois levantamentos mostram é que Sergio Moro permanece na liderança, mas os institutos divergem sobre o segundo colocado e sobre o tamanho da vantagem do líder.
Com a campanha em andamento, novos levantamentos poderão indicar se essa diferença entre os cenários está relacionada principalmente à metodologia ou se representa uma mudança efetiva na distribuição das intenções de voto entre Sandro Alex e Requião Filho.
Dados da pesquisa IRG
A pesquisa do Grupo RIC/IRG foi realizada entre 31 de agosto e 3 de setembro de 2026, com 1.200 eleitores.
A margem de erro é de 2,83 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-02179/2026.
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