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Frente fria avança no Paraná e pode provocar temporais, chuva intensa e granizo; veja a previsão
Simepar alerta para temporais em todas as regiões do Paraná a partir de domingo. Chuva pode chegar a 100 mm e uma nova massa de ar frio reforça as instabilidades
Uma frente fria deve mudar o tempo no Paraná a partir deste domingo (28), com previsão de chuva em todas as regiões do Estado e risco de temporais. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), as instabilidades começam pelo Oeste e Sudoeste e avançam ao longo do dia para as demais regiões.
A mudança nas condições do tempo ocorre com a atuação de uma área de baixa pressão sobre o Sul do Brasil. Na segunda-feira (29), a formação de uma frente fria, associada a esse sistema e ao desenvolvimento de um ciclone em alto-mar, deve intensificar as chuvas entre o Paraná e Santa Catarina.
De acordo com a previsão, há possibilidade de tempestades acompanhadas de chuva intensa, rajadas de vento, descargas atmosféricas e queda localizada de granizo.
As instabilidades devem alcançar Curitiba, a Região Metropolitana, o Litoral e o Norte Pioneiro entre a tarde e a noite de domingo.
Apesar da chegada da chuva, as temperaturas permanecem elevadas em relação aos últimos dias. As máximas podem superar os 25°C nas regiões Norte e Noroeste, enquanto na Região Metropolitana de Curitiba os termômetros devem ficar próximos dos 23°C.
Chuva deve atingir todo o Estado
Na segunda-feira, a frente fria avança e provoca chuva em todas as regiões paranaenses, mantendo o risco para temporais.
Os maiores volumes são esperados entre o Oeste, Sudoeste e Centro-Sul do Estado, onde os acumulados podem se aproximar de 100 milímetros em poucos dias.
Entre terça-feira (30) e quarta-feira (1º de julho), uma forte massa de ar frio que avança pela Argentina deve reforçar as instabilidades sobre o Sul do Brasil. Nesse período, a chuva deve permanecer mais concentrada na metade Sul do Paraná, enquanto o Norte do Estado continua com temperaturas relativamente mais elevadas.
El Niño reforça cenário de instabilidade
O atual episódio de El Niño também contribui para o aumento da instabilidade atmosférica. O fenômeno começou em maio e foi oficialmente declarado em 11 de junho pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).
Pelo método tradicional de monitoramento, a temperatura da superfície do mar na região conhecida como Niño 3.4 está 1,7°C acima da média, índice que caracteriza um El Niño de forte intensidade. Pelo novo sistema de monitoramento, chamado RONI, a anomalia é de 1,1°C, considerada moderada.
Historicamente, o período entre setembro e dezembro concentra os efeitos mais intensos do El Niño no Sul do Brasil, com aumento da frequência de temporais e de grandes volumes de chuva.
Em caso de emergência, a orientação é acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.
