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Copel é alvo de pedidos de investigação por falhas no fornecimento e reajuste de 20,51% na conta de luz
Representações encaminhadas ao Ministério Público e ao TCU questionam a qualidade do fornecimento de energia e o aumento de 20,51% na tarifa da Copel
O Sistema FAEP protocolou representações no Ministério Público do Paraná (MPPR) e no Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) pedindo a investigação da qualidade dos serviços prestados pela Copel e da revisão tarifária que elevou em 20,51% a conta de luz no Paraná.
Segundo a entidade, produtores rurais têm registrado prejuízos recorrentes devido às frequentes quedas e oscilações no fornecimento de energia elétrica. Além disso, o Sistema FAEP questiona o aumento da tarifa, em vigor desde 24 de junho, alegando que o reajuste não condiz com a qualidade do serviço oferecido no campo.
Falhas no fornecimento são alvo de representação
No pedido encaminhado ao Ministério Público do Paraná, a entidade solicita a abertura de um inquérito civil para apurar problemas relacionados à distribuição de energia no meio rural.
Entre as situações apontadas estão interrupções frequentes e prolongadas, oscilações de tensão, demora no restabelecimento do serviço e os prejuízos causados aos produtores. O documento também pede que sejam requisitados dados técnicos à concessionária para avaliar a qualidade do fornecimento.
De acordo com o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, sindicatos rurais e produtores relatam há anos perdas provocadas pela instabilidade da rede elétrica.
Casos de prejuízo no campo
A entidade cita episódios recentes registrados no Paraná. Em fevereiro, um produtor de Tupãssi, no Oeste do Estado, perdeu cerca de 900 mil quilos de tilápia após oscilações de energia danificarem os aeradores responsáveis pela oxigenação dos tanques. O prejuízo estimado foi de R$ 9 milhões.
Outro caso ocorreu em março, em São Miguel do Iguaçu. Segundo a FAEP, a interrupção no fornecimento de energia comprometeu a climatização de um aviário, provocando a morte de aproximadamente 20 mil frangos e um prejuízo estimado em R$ 150 mil.
Reajuste da tarifa também é questionado
Na representação apresentada ao Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, o Sistema FAEP pede que seja analisada a revisão tarifária aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
O objetivo é verificar se os investimentos considerados para autorizar o reajuste correspondem à qualidade dos serviços prestados aos consumidores paranaenses.
A entidade afirma que já levou o tema a audiências públicas promovidas pela Aneel, em Curitiba, e pelo Senado Federal, onde voltou a defender melhorias na distribuição de energia antes da aplicação do aumento tarifário.
Segundo a FAEP, atividades como avicultura, piscicultura e outras cadeias do agronegócio dependem diretamente da estabilidade do fornecimento de energia para manter sistemas de ventilação, alimentação automatizada, bombeamento de água, climatização e conservação da produção.
Ao justificar os pedidos de investigação, a entidade também afirma que a Copel registrou lucro líquido de R$ 2,66 bilhões em 2025 e defende que parte desses recursos seja destinada à ampliação dos investimentos na rede elétrica que atende o meio rural. Até o momento, a Copel não havia se manifestado sobre as representações.
