Créditos: Rodrigo Fonseca/CMC
Conselho de Ética adia reunião que analisaria processo disciplinar contra Eder Borges
Encontro que daria sequência aos depoimentos foi retirado da pauta e ainda não tem nova data definida
Foi adiada a reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Curitiba que daria continuidade ao processo ético-disciplinar contra o vereador Eder Borges (Novo). O encontro estava previsto para a manhã desta quarta-feira (8), mas foi desmarcado e, até o momento, não há uma nova data definida para sua realização.
A pauta previa a retomada da fase de instrução do processo, com novos depoimentos para concluir a etapa de coleta de informações antes da elaboração do parecer final.
Eder Borges responde a um processo disciplinar por ter feito um gesto simulando uma arma de fogo durante um registro fotográfico institucional realizado no plenário da Câmara de Curitiba. As imagens foram feitas após a sessão plenária de 1º de abril, que contou com uma Tribuna Livre da presidente do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba.
Na última reunião do Conselho de Ética, realizada na sexta-feira (3), foram ouvidos como informantes os vereadores Angelo Vanhoni (PT), Camilla Gonda (PSB) e Renan Ceschin (Podemos), este último indicado pela defesa de Eder Borges. Também prestou esclarecimentos uma representante do sindicato que participou da sessão de abril.
Nessa fase do processo, os informantes são ouvidos para auxiliar no esclarecimento dos fatos, mas não assumem o compromisso legal de dizer a verdade, como ocorre com testemunhas.
A relatoria do processo está sob responsabilidade da vereadora Laís Leão (PDT).
O processo ético-disciplinar teve origem em uma representação apresentada pela Corregedoria da Câmara Municipal de Curitiba. No parecer encaminhado ao Conselho de Ética, a Corregedoria apontou indícios de conduta incompatível com o decoro parlamentar e recomendou a aplicação da penalidade de censura pública ao vereador.
