Colégio cívico-militar é investigado por supostamente ter câmeras nos banheiros
Segundo o relato recebido pelo MPPR, a denunciante afirmou que o diretor “monitora as alunas e suas intimidades através de uma câmera dentro do banheiro feminino”; Os equipamentos teriam sido retirados recentemente após denúncia
Por Valéria Mendes
Créditos: âmeras nos banheiros das(os) estudantes do Colégio Cívico-Militar Etelvina Cordeiro Ribas foram instaladas em 2022 - Foto: Reprodução / MPPR
Nesta terça-feira (1º), o Jornal Plural divulgou uma reportagem sobre a instalação de câmeras em banheiros do Colégio Cívico-Militar Etelvina Cordeiro Ribas, em Curitiba. Os equipamentos teriam sido retirados recentemente após uma denúncia encaminhada ao Ministério Público do Paraná (MPPR).
A presidente da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto, pronunciou-se sobre o caso e criticou o modelo de colégios cívico-militares. “Desde que este programa foi implantado em nosso estado, tem sido um escândalo atrás do outro. São muitas as denúncias de violações aos direitos das crianças e adolescentes, inclusive de abuso sexual, até ameaças e agressões dos militares contra trabalhadoras da educação. Nós entendemos que esse modelo é ilegal e precisamos que o Judiciário analise com urgências as ações que pedem a inconstitucionalidade deste programa para cessar de vez com esses absurdos e evitar novos abusos”, afirmou.
Segundo o relato recebido pelo MPPR, a denunciante afirmou que o diretor “monitora as alunas e suas intimidades através de uma câmera dentro do banheiro feminino”. De acordo com o diretor do colégio, as câmeras teriam sido instaladas em “acordo com a comunidade escolar”.
Em 2024, a Secretaria de Estado da Educação teria determinado a retirada dos equipamentos. No entanto, segundo a denúncia, há suspeita de que as câmeras não tenham sido removidas naquele momento.
Até o momento, não há informações oficiais sobre quem tinha acesso às imagens captadas pelas câmeras, nem sobre onde ou de que forma esse conteúdo era armazenado.
Créditos: Redação
