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Capacidade de armazenagem cobre apenas 61,7% da supersafra e preocupa agronegócio

O cenário contrasta com o dos Estados Unidos, onde a capacidade de armazenamento chega a aproximadamente 130% da produção

Por Da Redação

Capacidade de armazenagem cobre apenas 61,7% da supersafra e preocupa agronegócio Créditos: Jaelson Lucas/Arquivo AEN

O Brasil enfrenta um novo desafio logístico no agronegócio. Segundo estimativas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o país terá em 2026 o maior déficit de armazenagem de grãos da série histórica. A produção esperada é de 353,4 milhões de toneladas, enquanto a capacidade de estocagem ficará 135,4 milhões de toneladas abaixo desse volume.

Com isso, os armazéns conseguirão guardar apenas 61,7% da produção, o menor patamar registrado em cerca de duas décadas. O cenário contrasta com o dos Estados Unidos, onde a capacidade de armazenamento chega a aproximadamente 130% da produção, garantindo maior flexibilidade para produtores e exportadores.

Especialistas apontam que a falta de estrutura obriga muitos agricultores a vender rapidamente a produção, reduzindo o poder de negociação com grandes tradings internacionais. Além disso, a pressão logística aumenta sobre caminhões, ferrovias e portos, que acabam funcionando como “armazéns sobre rodas”.

O quadro ocorre em meio a dificuldades financeiras no setor e pode ser agravado por impactos da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã, que já afeta mercados internacionais e custos de insumos. Para analistas, ampliar a rede de armazenagem é essencial para melhorar o escoamento da safra e fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro.

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