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Após promessa de 320 casas, deputada cobra explicações sobre atraso em Rio Bonito do Iguaçu

Mais de quatro meses após tornado, apenas uma moradia foi entregue; há denúncias de baixa qualidade nas construções

Por Eliane Alexandrino

Após promessa de 320 casas, deputada cobra explicações sobre atraso em Rio Bonito do Iguaçu Créditos: DANIEL CASTELLANO/AFP/METSUL

A deputada estadual Luciana Rafagnin (PT) protocolou um requerimento cobrando explicações do Governo do Paraná sobre o andamento da construção de moradias em Rio Bonito do Iguaçu, município atingido por um tornado em novembro de 2025.

Após o desastre, que devastou cerca de 90% da área urbana e deixou centenas de famílias desabrigadas, o Governo do Estado anunciou a construção emergencial de 320 casas, com investimento estimado em R$ 60 milhões e prazo de 90 dias para conclusão das obras. No entanto, até o momento, apenas uma unidade foi entregue, conforme informações repassadas por moradores e divulgadas pela imprensa.

Além do atraso, há relatos sobre problemas na qualidade das construções. Um dos beneficiários afirmou que a estrutura entregue apresenta condições precárias, semelhantes a um alojamento provisório. Também foram apontadas fragilidades na fundação, o que levanta preocupações quanto à segurança das famílias em caso de novas intempéries.

“Estamos falando de famílias que perderam praticamente tudo e que precisam de respostas concretas. O mínimo que se espera é transparência, qualidade nas construções e agilidade na entrega dessas moradias”, afirmou a deputada.

No requerimento, Luciana solicita que o Governo do Estado apresente o cronograma atualizado das obras, informe quantas casas já foram concluídas e detalhe os valores investidos, incluindo o custo por unidade habitacional.

Além das ações estaduais, o Governo Federal destinou cerca de R$ 44,28 milhões para a reconstrução do município. Os recursos foram aplicados em medidas emergenciais, assistência social e apoio técnico. Entre as ações, estão a liberação de R$ 25 milhões para obras emergenciais, R$ 504 mil para acolhimento de famílias e a autorização do saque calamidade do FGTS.

Em nota, o Governo do Paraná informou que já investiu mais de R$ 63 milhões em ações de apoio à reconstrução. Segundo o Estado, R$ 11,5 milhões foram repassados ao município por meio do Fundo Estadual para Calamidades Públicas. O programa Superação destinou R$ 7,2 milhões em auxílio a cerca de 2 mil famílias, enquanto o programa Reconstrução liberou R$ 19,2 milhões para reformas e reconstrução de moradias.

Na área habitacional, o governo afirma que iniciou a construção de 50 casas pré-fabricadas por meio da Cohapar, com investimento de R$ 6,8 milhões. Até agora, uma unidade foi entregue e outras 19 estão em fase final.

O Estado também informou a liberação de R$ 18,3 milhões em crédito pela Fomento Paraná para empresas afetadas e destacou que projetos de infraestrutura em análise podem ultrapassar R$ 71 milhões em investimentos.

Apesar das ações, a demora na entrega das moradias segue como principal cobrança das famílias atingidas pelo tornado.

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