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Petrobras planeja entrada na energia nuclear com reator modular de 300 MW em refinaria no Rio

Estatal avalia instalação de SMR para reduzir emissões e estuda uso da tecnologia em plataformas e FPSOs no futuro

Por Gazeta do Paraná

Petrobras planeja entrada na energia nuclear com reator modular de 300 MW em refinaria no Rio Créditos: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras está avançando nos planos para ingressar na geração de energia nuclear por meio de reatores modulares de pequeno porte, conhecidos como SMRs (Small Modular Reactors). A estatal estuda instalar uma unidade com cerca de 300 megawatts (MW) de capacidade em uma refinaria localizada no estado do Rio de Janeiro, em um projeto voltado à descarbonização das operações. As informações são da CNN Brasil.

A iniciativa faz parte da estratégia da companhia de reduzir as emissões de carbono associadas ao consumo de energia em suas atividades industriais. Em uma etapa futura, a tecnologia também poderá ser aplicada no abastecimento de plataformas de petróleo e navios-plataforma (FPSOs), diminuindo a dependência de combustíveis fósseis no ambiente offshore.

De acordo com fontes envolvidas nas tratativas, o projeto já estaria em estágio avançado. A Petrobras mantém reuniões com a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) para discutir requisitos regulatórios e desafios técnicos para viabilizar o empreendimento. Paralelamente, a estatal também negocia parcerias com empresas do setor nuclear para estruturar a iniciativa.

Os SMRs são reatores de menor porte, geralmente com potência de até 300 MW por unidade, e vêm sendo apontados como alternativa para uma nova geração da energia nuclear. Entre as vantagens destacadas estão o menor custo inicial, a construção modular e a possibilidade de instalação próxima a centros de consumo ou grandes complexos industriais.

Caso avance, o projeto representará uma mudança relevante no posicionamento da Petrobras, que ampliaria sua atuação para além do petróleo, gás e fontes renováveis, incorporando a energia nuclear ao seu portfólio.

A movimentação ocorre junto ao interesse crescente da estatal em minerais estratégicos, como o urânio, utilizado na geração nuclear. A empresa recentemente firmou um protocolo de intenções com o BNDES para pesquisa e inovação nesse segmento, movimento visto como um passo inicial para atuação em cadeias ligadas à transição energética.

Segundo a ANSN, o órgão já se prepara para lidar com a possível demanda de licenciamento desses novos equipamentos, por meio de capacitação técnica e cooperação internacional.

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