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Alemanha troca Adidas pela Nike; Croácia faz caminho inverso

Trocas de fornecedoras encerram parcerias históricas e intensificam a concorrência entre Adidas, Nike e Puma no futebol de seleções

Por Gazeta do Paraná

Alemanha troca Adidas pela Nike; Croácia faz caminho inverso Créditos: DFB/Max

O mercado de fornecimento de material esportivo para seleções nacionais da Europa vive uma das maiores movimentações das últimas décadas. A disputa entre gigantes como Adidas, Nike e Puma ganhou força com a troca de contratos históricos e promete alterar o mapa de patrocínios a partir de 2027. As informações são do site Marketing Esportivo.

A mudança mais simbólica envolve a seleção da Alemanha. Depois de 73 anos de parceria ininterrupta com a Adidas, iniciada em 1954, a Federação Alemã de Futebol (DFB) passará a vestir Nike. O rompimento encerra uma das relações comerciais mais tradicionais do esporte mundial. Foi justamente com uniformes da Adidas que os alemães conquistaram todos os seus quatro títulos, e construíram uma identidade que atravessou gerações.

A perda de sua principal vitrine no futebol europeu fez a Adidas reagir rapidamente. A empresa ampliou sua presença no continente ao assumir o fornecimento de uniformes de Croácia, Polônia e Turquia, seleções que anteriormente eram patrocinadas pela Nike.

No caso da Croácia, a mudança também encerra um ciclo marcante. A Nike esteve ao lado da seleção desde 2000, período em que os croatas alcançaram os maiores resultados de sua história recente, incluindo o vice-campeonato da Copa do Mundo de 2018 e o terceiro lugar no Mundial de 2022.

Outra alteração importante ocorrerá na República Tcheca. Após 33 anos utilizando uniformes da Puma, a seleção passará a vestir Adidas, ampliando ainda mais a presença da fabricante alemã entre as equipes europeias.

As trocas refletem uma disputa que vai muito além do fornecimento de camisas. Os contratos com seleções nacionais envolvem cifras milionárias, exposição global durante Copas do Mundo, Eurocopas e competições internacionais, além da venda de produtos oficiais e do fortalecimento das marcas em mercados estratégicos.

Embora a Nike tenha conquistado um dos ativos mais valiosos do futebol ao fechar acordo com a Alemanha, a Adidas busca compensar a perda ampliando sua carteira de seleções. Já a Puma, que por muitos anos manteve presença relevante entre equipes europeias, vê parte desse espaço ser ocupado pelas concorrentes.

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