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Cancelamentos de eventos no Paraná levam setor a cobrar planejamento para o verão

SINDIPROM, Abrabar e FETURISMO citam seis programações afetadas e pedem transparência sobre recursos e contratos; alerta não indica cancelamento do Verão Maior Paraná

Julia Maraschi · · 3 min de leitura
Show do Verão Maior Paraná; cancelamentos de outros eventos levam entidades a cobrar planejamento para a próxima temporada.
Show do Verão Maior Paraná; cancelamentos de outros eventos levam entidades a cobrar planejamento para a próxima temporada. — Crédito: Divulgação

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Uma sequência de cancelamentos e adiamentos de eventos no Paraná mobilizou entidades dos setores de entretenimento e turismo. Em manifestação conjunta, SINDIPROM, Abrabar e FETURISMO cobram planejamento, transparência e segurança jurídica para empresas, trabalhadores e fornecedores, diante da proximidade da temporada de verão.

As entidades relacionam seis programações afetadas: FESCAETÊ, em Curiúva; ExpoFazenda, em Fazenda Rio Grande; Festa do Morango, em Almirante Tamandaré; FCCA, cuja edição de 2026 foi descartada pela PROCERVA; Münchenfest, em Ponta Grossa, que foi adiada; e Ecoturismo 2026, em Marechal Cândido Rondon.

Os episódios têm justificativas distintas, envolvendo condições climáticas, dificuldades financeiras e entraves na formalização de recursos. Por isso, a manifestação das entidades não aponta uma causa única para os cancelamentos.

Para Fábio Aguayo, dirigente das entidades, os efeitos vão além da suspensão de shows e da devolução dos ingressos. “São empresas contratadas, trabalhadores mobilizados, fornecedores, estruturas, artistas, hotéis, bares, restaurantes e comerciantes que se planejam com antecedência e assumem compromissos. Quando um evento é cancelado, os impactos podem atingir todos esses envolvidos”, afirma.

Clima e dificuldades financeiras afetam programações

Em Ponta Grossa, a organização da 35ª Münchenfest anunciou nesta terça-feira (27) o adiamento da festa, prevista para ocorrer de 6 a 15 de novembro, no Centro de Eventos. O comunicado cita dificuldades econômicas e previsão de condições meteorológicas desfavoráveis.

No Oeste, a Prefeitura de Marechal Cândido Rondon cancelou o Ecoturismo 2026, que seria realizado de 19 a 22 de novembro, em Porto Mendes. Conforme comunicado da administração municipal reproduzido pela Rádio Difusora, a decisão considerou as previsões de chuva e as condições de segurança para atividades e estruturas próximas ao Lago de Itaipu.

Já em Curiúva, a prefeitura atribuiu o cancelamento da FESCAETÊ à falta de formalização, no prazo necessário, de um convênio estadual de R$ 500 mil. A festa estava prevista para os dias 30 e 31 de outubro e 1º de novembro.

Alerta para o verão é preventivo

A preocupação das entidades também alcança o planejamento das grandes programações dos próximos meses, entre elas o Verão Maior Paraná. A manifestação, porém, não apresenta confirmação de cancelamento ou adiamento do programa estadual. “Não estamos afirmando que os grandes eventos do verão estejam ameaçados. Nossa preocupação é preventiva”, ressalta Aguayo.

Segundo o dirigente, o setor quer informações sobre a garantia dos recursos, os compromissos assumidos e os protocolos previstos para enfrentar situações de risco. A avaliação das entidades é que decisões comunicadas com antecedência permitem reorganizar contratos, equipes e investimentos.

Segurança e compromissos contratuais

SINDIPROM, Abrabar e FETURISMO reconhecem que a proteção do público deve orientar as decisões e que a suspensão de um evento pode ser necessária quando não existem condições adequadas para sua realização.

A cobrança é para que as avaliações sejam técnicas e ocorram com a antecedência possível. As entidades também defendem esclarecimentos sobre obrigações financeiras, especialmente quando a programação depende de convênios, repasses públicos ou parcerias institucionais. “O que defendemos é transparência, critérios claros e respeito aos compromissos assumidos”, afirma Aguayo.

As organizações pedem diálogo com o Governo do Estado, a Secretaria de Estado do Turismo, as prefeituras e os organizadores para esclarecer a situação do calendário. A manifestação não apresenta uma estimativa consolidada dos prejuízos dos seis casos, mas aponta preocupação com a perda de oportunidades de trabalho e com os custos já assumidos pelas empresas.

 

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