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EUA ameaçam destruir usinas do Irã se Estreito de Ormuz não abrir em 48h

Pelo Truth Social, presidente americano sobe o tom após mísseis atingirem Israel. Bloqueio no Estreito de Ormuz coloca em risco 20% do petróleo mundial e aciona alerta de guerra total

EUA ameaçam destruir usinas do Irã se Estreito de Ormuz não abrir em 48h Créditos: Divulgação/Redes Sociais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (21) que o país poderá atacar e destruir usinas de energia do Irã caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto em até 48 horas.

A declaração foi feita por meio da rede social Truth Social, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio.

“Se o Irã não abrir totalmente, sem ameaça, o Estreito de Ormuz dentro de 48 horas a partir deste momento, os Estados Unidos da América vão atingir e destruir suas diversas usinas de energia, começando pela maior”, afirmou Trump.

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas estratégicas do mundo para o transporte de petróleo. A passagem liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico, sendo responsável pelo escoamento de cerca de 20% da produção global da commodity.

A região está localizada entre o Irã, ao norte, e Omã, ao sul, e é utilizada diariamente por navios petroleiros que transportam petróleo de países como Arábia Saudita, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.

O bloqueio do estreito foi anunciado pelo Irã após a intensificação do conflito na região, em resposta a ações militares dos Estados Unidos e de Israel.

A ameaça de Trump ocorre no mesmo dia em que o Irã intensificou ataques contra Israel. Mísseis lançados pelo país atingiram as cidades de Arad e Dimona, no sul israelense, deixando mais de 100 pessoas feridas.

Após os ataques, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país manterá as ofensivas.

“Esta é uma noite muito difícil na luta pelo nosso futuro”, declarou. “Estamos determinados a continuar atacando nossos inimigos em todas as frentes.”

O cenário amplia a instabilidade global e aumenta a pressão sobre o mercado internacional de petróleo, diante do risco de interrupção no fluxo da principal rota marítima da commodity.

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