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Terremotos na Venezuela podem ter destruído quase 59 mil construções, aponta estudo

Análise com imagens de satélite indica que cerca de 58,9 mil imóveis podem ter sido danificados ou destruídos após os fortes terremotos na Venezuela

Terremotos na Venezuela podem ter destruído quase 59 mil construções, aponta estudo Créditos: Nasa

Uma análise preliminar realizada por pesquisadores da Universidade Estadual do Oregon, nos Estados Unidos, estima que cerca de 58,9 mil construções podem ter sido danificadas ou destruídas pelos terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24).

O estudo foi elaborado com base em imagens de satélite captadas antes e depois dos tremores e busca identificar regiões onde houve alterações significativas na superfície, indicando possíveis desabamentos ou danos estruturais.

Os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, tiveram epicentro no norte da Venezuela, nas proximidades das cidades de San Felipe e Yumare. Os abalos também foram sentidos com intensidade na faixa costeira e na região metropolitana de Caracas.

Segundo os pesquisadores, a maior concentração de possíveis danos está justamente nas áreas mais próximas aos epicentros e no corredor urbano que se estende até a capital venezuelana.

Estimativa ainda é preliminar

A análise utilizou dados do satélite europeu Sentinel-1 e levou em consideração imagens registradas até a manhã de quinta-feira (25), um dia após os terremotos.

Para identificar as áreas potencialmente afetadas, o sistema compara imagens obtidas antes e depois do desastre, detectando mudanças bruscas na superfície que podem indicar colapso de edifícios, deslocamento de estruturas e acúmulo de destroços.

Uma das passagens do satélite cobriu a região dos epicentros ainda na noite de quarta-feira. Outra imagem, obtida na manhã seguinte, permitiu analisar Caracas e bairros populosos da capital, como Petare e Antímano.

Dados ajudam equipes de resgate

Os pesquisadores ressaltam que o levantamento não representa uma contagem definitiva dos imóveis destruídos.

De acordo com a equipe responsável, aproximadamente 75% da área terrestre incluída no estudo pôde ser analisada. Algumas regiões ficaram fora da cobertura dos satélites ou apresentavam baixa densidade de construções, o que limita a precisão dos resultados.

Além disso, edificações muito pequenas ou localizadas próximas umas das outras podem não ter sido identificadas individualmente.

Os autores do estudo destacam que a estimativa deve servir como ferramenta para orientar equipes de emergência e priorizar as regiões com maior probabilidade de destruição. A confirmação dos danos, no entanto, dependerá de imagens com resolução mais elevada e de vistorias presenciais realizadas pelas autoridades venezuelanas.

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