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Tentativa de feminicídio: homem é condenado a 22 anos de prisão em Quatro Barras Créditos: MPPR

Tentativa de feminicídio: homem é condenado a 22 anos de prisão em Quatro Barras

Réu foi condenado por tentativa de feminicídio duplamente qualificado e outros dez crimes após atacar a ex-companheira com pelo menos 17 golpes de faca em supermercado de Quatro Barras

O Tribunal do Júri de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, condenou nesta segunda-feira (6) um homem a 22 anos de prisão, em regime inicial fechado, por tentar matar a ex-companheira. O réu foi considerado culpado por tentativa de feminicídio duplamente qualificado, pelo emprego de meio cruel e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima, além de outros dez crimes relacionados ao caso.

O ataque aconteceu em 13 de junho de 2025, no estacionamento de um supermercado da cidade. A agressão foi presenciada por diversas pessoas, que prestaram socorro à vítima e acionaram as autoridades.

O condenado já estava preso preventivamente e permanecerá detido para cumprir a pena.

Primeiro júri da comarca

Este foi o primeiro julgamento realizado pelo Tribunal do Júri desde a instalação da comarca de Quatro Barras. A sessão ocorreu na Câmara Municipal da cidade, começou às 9h e foi encerrada por volta das 20h.

O Conselho de Sentença foi formado exclusivamente por mulheres, com sete juradas.

Perseguições e descumprimento de medida protetiva

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), o homem não aceitava o fim do relacionamento e passou a perseguir a ex-companheira a partir de maio de 2024.

Segundo a investigação, ele praticou uma série de crimes na tentativa de obrigar a vítima a reatar o relacionamento. Entre as condutas apontadas estão perseguições constantes, ameaças, episódios de violência psicológica, tentativas de impedir que outras pessoas se aproximassem da mulher e atos de violência física e patrimonial, incluindo invasão e danos à residência dela.

Diante da situação, a vítima solicitou e obteve uma medida protetiva de urgência.

Mesmo assim, conforme sustentou o Ministério Público, o réu descumpriu as determinações judiciais e tentou matar a ex-companheira enquanto era monitorado por tornozeleira eletrônica.

Ataque deixou vítima em estado grave

No dia do crime, o homem desferiu pelo menos 17 golpes contra a vítima, provavelmente utilizando uma faca. As facadas atingiram regiões vitais do corpo da mulher, que precisou ser internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Para o Ministério Público, a tentativa de feminicídio foi praticada com extrema violência e de forma que dificultou qualquer possibilidade de defesa da vítima.

Durante o julgamento, o MPPR defendeu a condenação pelas qualificadoras de meio cruel e recurso que dificultou a defesa, tese acolhida pelo Conselho de Sentença.

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