Salário mínimo sobe para R$ 1.621 em 2026; veja quando começa a valer
Novo valor representa reajuste de 6,8%, impacta benefícios do INSS e programas sociais e começa a ser pago em fevereiro
Créditos: Adriano Toffetti/Ato Press/Estadão Conteúdo
O salário mínimo nacional em 2026 foi fixado em R$ 1.621, valor que representa um reajuste de 6,8% em relação a 2025. O aumento corresponde a R$ 103 a mais sobre o piso anterior e define a menor remuneração permitida para trabalhadores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
O novo valor resulta da política permanente de valorização do salário mínimo, prevista na Lei nº 14.663/2023. O cálculo considera dois fatores: a inflação acumulada nos 12 meses anteriores a novembro, medida pelo INPC, e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, limitado a um teto de 2,5%.
Para 2026, a fórmula levou em conta uma inflação de 4,4% e o crescimento máximo permitido da economia em 2024, de 2,5%, o que resultou no reajuste final de 6,8%.
Quando o novo salário mínimo começa a ser pago?
O novo piso passa a valer a partir de janeiro de 2026, mas os trabalhadores com carteira assinada começam a receber o valor reajustado em fevereiro, quando é feito o pagamento referente ao mês trabalhado em janeiro.
O salário mínimo é aplicado a empregados regidos pela CLT, aposentados e pensionistas que recebem o piso do INSS e beneficiários de programas sociais federais. Profissionais que atuam como pessoa jurídica (PJ) não são abrangidos, pois seguem regras contratuais próprias.
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Evolução do salário mínimo nos últimos anos
Nos últimos dez anos, o piso nacional apresentou reajustes anuais que buscaram recompor perdas inflacionárias e, em alguns períodos, incorporar ganhos reais. Em 2017, o salário mínimo era de R$ 937. Em 2026, chega a R$ 1.621, acumulando uma valorização significativa no período.
O que muda com o aumento do salário mínimo?
A elevação do piso nacional impacta diretamente diversos benefícios e programas federais que usam o salário mínimo como referência. Entre eles estão:
- Aposentadorias e pensões do INSS pagas no valor do piso;
- Auxílio-doença e auxílio-reclusão;
- Seguro-desemprego, cujo valor mínimo passa a ser de R$ 1.621 e o teto chega a R$ 3.703,99;
- Abono salarial PIS/Pasep, limitado ao valor do salário mínimo;
- Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade.
- Para quem recebe acima do piso previdenciário, o reajuste aplicado foi de 3,9%, conforme índice definido pelo governo federal.
