Marcos Braz deixa o Remo após oito meses marcados por acesso, reformulações e polêmicas
O Clube do Remo anunciou no último domingo (25) a saída de Marcos Braz do cargo de executivo de futebol. A decisão, comunicada como um
Créditos: Raul Martins/Ascom Remo
O Clube do Remo anunciou no último domingo (25) a saída de Marcos Braz do cargo de executivo de futebol. A decisão, comunicada como um acordo entre as partes, encerra um ciclo de aproximadamente oito meses que teve como principal resultado esportivo o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro, após mais de três décadas fora da elite.
A saída foi considerada surpreendente, tanto pelo momento, às vésperas da estreia do clube no Brasileirão, quanto pela forma, semelhante à chegada do dirigente, anunciada em maio do ano passado. Ex-vice-presidente de futebol do Flamengo, Braz assumiu o cargo após a saída de Sérgio Papellin, em um período em que o Remo fazia bom início de Série B.
Durante a passagem pelo Baenão, Braz conduziu uma ampla reformulação no elenco. Nos primeiros meses, foram 16 contratações e 13 saídas, além da troca no comando técnico após a saída de Daniel Paulista. O português António Oliveira foi escolhido como substituto. Alguns reforços se tornaram peças importantes na campanha, como Diego Hernández, Nico Ferreira, Panagiotis, Kayky Almeida e João Pedro, autor dos gols que garantiram o acesso na rodada final.
Apesar do êxito esportivo, a trajetória também foi marcada por desgastes internos e polêmicas, dentro e fora de campo. Segundo informações apuradas, o desgaste na relação com o presidente Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão, pesou para o encerramento do vínculo.
Em nota, o Remo agradeceu os serviços prestados e destacou a contribuição de Braz no planejamento que culminou no acesso. Para a função de executivo de futebol, o clube definiu Cadu Furtado como interino, indicado pelo próprio Marcos Braz. O dirigente seguirá colaborando com o Remo em demandas nacionais.
