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Congresso instala comissão da MP que reajusta o piso dos professores em 5,4%
MP 1334/2026 eleva o salário mínimo do magistério para R$ 5,1 mil; senadora Professora Dorinha Seabra assume a relatoria de proposta que precisa ser votada até 1º de junho
A comissão mista do Congresso Nacional responsável por analisar a medida provisória que reajusta o piso salarial nacional dos professores da educação básica foi instalada nesta quarta-feira (6). A proposta prevê aumento de 5,4% no valor mínimo pago aos profissionais do magistério da rede pública em todo o país.
Com o reajuste previsto na Medida Provisória 1334/2026, o piso salarial dos professores passa de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 para jornadas de 40 horas semanais.
A relatoria da comissão ficará com a senadora Professora Dorinha Seabra. Já a presidência do colegiado segue indefinida.
Inicialmente, a Câmara dos Deputados havia indicado o deputado Júnior Mano para comandar os trabalhos, mas o parlamentar informou que irá se licenciar do mandato. Com isso, o governo ainda aguarda nova indicação para ocupar o cargo.
Congresso tenta acelerar análise da proposta
A reunião de instalação foi conduzida pelo senador Randolfe Rodrigues, que defendeu rapidez na tramitação da medida provisória.
Segundo ele, o reajuste representa uma das principais conquistas recentes da categoria.
“Em homenagem aos professores do Brasil, é importante que, o quanto antes, nós possamos ter o relatório e a votação do piso nacional do magistério”, afirmou.
Como funciona o cálculo do piso
O reajuste anual do piso nacional dos professores é previsto em lei e leva em consideração a inflação do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), além da variação das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação.
A legislação também determina que o reajuste não pode ficar abaixo da inflação acumulada.
O piso nacional do magistério funciona como valor mínimo que estados e municípios devem pagar aos professores da educação básica da rede pública.
Medida provisória tem prazo para aprovação
A medida provisória precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para continuar valendo.
Segundo o cronograma informado durante a instalação da comissão, a MP perde validade em 1º de junho caso não seja votada pelos parlamentares dentro do prazo constitucional.
Randolfe Rodrigues informou que a comissão deve voltar a se reunir na próxima terça-feira (12), quando deverá ser apresentado o plano de trabalho e, se houver consenso, também o relatório da proposta.
O reajuste do piso nacional dos professores costuma gerar impacto direto nas contas de estados e municípios, especialmente nas redes públicas de ensino com grande número de profissionais do magistério.
