Paraná reduz desigualdade de renda enquanto concentração cresce no Brasil, aponta IBGE
Com mercado de trabalho aquecido e salários em alta, Estado registra melhora na distribuição de renda e avanço no Índice de Gini
Créditos: Secom/Cascavel
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que o Paraná registrou redução na desigualdade de renda em 2025, na contramão do cenário nacional, que apresentou aumento na concentração de riqueza. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Anual (PNAD Contínua Anual) e refletem o desempenho do mercado de trabalho, o crescimento dos salários e os investimentos sociais realizados no Estado.
Segundo o levantamento, os paranaenses que integram a faixa do 1% mais rico da população passaram a concentrar 9,3% da renda estadual em 2025. No ano anterior, esse grupo detinha 10,7% da massa de rendimento domiciliar per capita. No Brasil, o movimento foi inverso: a participação da parcela mais rica da população nacional subiu de 10,7% para 11%.
O estudo também aponta melhora na renda das camadas mais pobres da população. Entre os 20% mais pobres do Paraná, houve crescimento real de 9,7% no rendimento per capita. Já entre a metade mais pobre da população paranaense, o aumento foi de 11,4%.
Outro indicador que reforça a melhora na distribuição de renda é o Índice de Gini, utilizado para medir desigualdade social. Quanto mais próximo de zero, menor é a concentração de renda. Em 2025, o Paraná registrou índice de 0,470, abaixo do resultado de 0,473 verificado em 2024. No Brasil, o índice nacional aumentou de 0,504 para 0,511.
De acordo com o levantamento, o Paraná vem apresentando melhora contínua nesse indicador desde 2018, quando o Índice de Gini estadual era de 0,491.
O avanço é atribuído, principalmente, ao fortalecimento do mercado de trabalho. Em 2025, o Estado ultrapassou a marca de 6,2 milhões de pessoas ocupadas, alcançando a menor taxa de desemprego da série histórica.
O diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Jorge Callado, destacou que o crescimento da ocupação e o aumento real dos salários contribuíram diretamente para a redução das desigualdades.
Além disso, o Paraná registrou em 2025 o quinto maior rendimento médio mensal do país, com média de R$ 3.852, acima da média nacional de R$ 3.367.
Na comparação histórica, o rendimento médio dos trabalhadores paranaenses cresceu 62,3% em relação a 2018, quando a média era de R$ 2.374. Em relação a 2012, início da série histórica, o avanço acumulado chega a 144,6%.
Os dados também mostram que a diferença entre o rendimento médio do Paraná e a média nacional vem aumentando nos últimos anos. Em 2023, a vantagem do Estado era de R$ 186 mensais. Em 2024, passou para R$ 476 e, em 2025, atingiu R$ 485 acima da média brasileira.
Segundo especialistas, além de impactar diretamente a qualidade de vida da população, a melhora na distribuição de renda também contribui para a redução de vulnerabilidades sociais e para o aumento da segurança pública.
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