Prefeitura pede à Justiça retirada do que restou da pista do Parque do Ingá
Município afirma que perícia realizada em junho já reuniu as provas necessárias para a ação civil pública e aponta risco à segurança de quem utiliza o entorno do parque para caminhar e praticar atividades físicas
Créditos: Divulgação/PMM
A Prefeitura de Maringá pediu à 1ª Vara da Fazenda Pública da comarca da região metropolitana autorização para retirar o que restou da pista emborrachada do Parque do Ingá. O município afirma que o trecho ainda existente é uma das provas de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR).
A ação pede o ressarcimento aos cofres públicos por falhas estruturais apontadas na pista, que teve diferentes trechos danificados e levados por enxurradas nos últimos anos.
Segundo a Prefeitura, a autorização judicial é necessária porque o trecho restante da pista integra o conjunto de provas do processo. O município argumenta que uma perícia técnica realizada em 19 de junho deste ano já reuniu os elementos necessários para a instrução da ação.
A perícia incluiu levantamento fotográfico, medições e observações de campo. Com isso, a Prefeitura pretende retirar o restante do piso emborrachado, que apresenta irregularidades e, segundo o município, também representa risco para quem utiliza o espaço.
Pista sofreu danos após chuvas
A pista emborrachada do Parque do Ingá foi inaugurada em 2021. Em fevereiro de 2022, parte do piso foi levada por uma enxurrada.
No ano seguinte, em 2023, outro trecho foi danificado após uma chuva forte. Já no início de setembro deste ano, uma nova parte da pista se desprendeu depois de um temporal. O mesmo problema voltou a ocorrer no último fim de semana.
Além dos danos provocados pelas chuvas, a Prefeitura afirma que as condições atuais do piso têm gerado reclamações de pessoas que utilizam o entorno do parque para correr e caminhar.
Prefeitura aguarda decisão judicial
O procurador-geral do município, Douglas Galvão, defende que a intervenção seja feita antes da conclusão da ação civil pública.
“Não há prazo para a sentença da Justiça e, por isso, esperar a conclusão do processo significa maior risco de deterioração do que restou da parte emborrachada e mais transtorno para quem utiliza o espaço para atividades físicas”, afirmou.
Segundo Galvão, a Prefeitura é responsável pela conservação e manutenção da pista no entorno do Parque do Ingá.
“Esperamos breve autorização da Justiça para realizar as intervenções, que são indispensáveis para a população que utiliza o entorno do parque para atividades esportivas e passeios”, acrescentou.
O pedido ainda depende de autorização da Justiça para que a Prefeitura possa retirar o material que permanece no local.
