Créditos: Gustavo Facanalli/Embrapa
Café arábica fecha maio em queda e atinge menor preço desde 2024
Indicador CEPEA/ESALQ fechou o mês com média de R$ 1.653,92; desvalorização é impulsionada pela expectativa de safra robusta e aceleração da colheita no Brasil
O mercado do café arábica encerrou maio em queda, pressionado pelo avanço da colheita da safra 2026/27 e pelas expectativas de aumento da oferta no Brasil. Com isso, a cotação média da bebida atingiu o menor nível registrado desde outubro de 2024.
Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que o Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, negociado na capital paulista, fechou maio com média de R$ 1.653,92 por saca de 60 quilos. O valor representa redução de 8,7% em comparação com abril, quando a média foi de R$ 1.811,87 por saca.
De acordo com os pesquisadores, considerando os valores corrigidos pela inflação medida pelo IGP-DI, esta foi a menor média mensal observada desde outubro de 2024. Ao longo de maio, os preços diários também atingiram os níveis mais baixos desde novembro do ano passado.
A desvalorização está associada principalmente à perspectiva de uma safra robusta em 2026/27, o que aumenta a disponibilidade do produto no mercado. Apesar disso, a colheita avançou em ritmo mais moderado durante parte do mês devido às diferenças no estágio de maturação dos frutos e à ocorrência de chuvas isoladas em algumas regiões produtoras.
Outro fator que gerou preocupação entre os cafeicultores foi a ocorrência de granizo em áreas do Sul de Minas Gerais, especialmente nos municípios de Boa Esperança e Ilicínea. Os produtores ainda avaliam os impactos causados pelo fenômeno climático sobre as lavouras.
Com a diminuição das chuvas nos últimos dias, os trabalhos de colheita ganharam velocidade nas principais regiões produtoras do país. O aumento da oferta disponível no mercado contribuiu para manter a pressão sobre as cotações do café arábica ao longo do período.
