Créditos: Aaron Josefczyk/Reuters
Preço do boi gordo sobe no país impulsionado por exportações; veja cotações
Impulsionada pelas vendas para China e Estados Unidos, a arroba registrou novas valorizações nas principais praças pecuárias; mercado atacadista projeta alta com início do mês
O mercado físico do boi gordo registrou alta nos preços nesta quarta-feira (3), mantendo o movimento de valorização observado nos últimos dias. Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, o cenário segue favorável para novas elevações no curto prazo, impulsionado principalmente pela situação das escalas de abate e pelo forte ritmo das exportações.
De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, a demanda internacional continua aquecida, especialmente por parte da China e dos Estados Unidos, que ampliaram as compras de carne bovina brasileira nas últimas semanas.
Outro fator que contribui para o momento positivo do setor é a decisão do governo norte-americano de não aplicar tarifas adicionais sobre a carne bovina importada. A medida leva em consideração a importância do produto para o mercado dos Estados Unidos em um período de redução da oferta interna.
Entre as principais praças pecuárias do país, os preços médios da arroba apresentaram avanço. Em São Paulo, a cotação passou de R$ 353,58 para R$ 355,43. Em Goiás, a arroba subiu de R$ 332,86 para R$ 333,57. Minas Gerais registrou valorização de R$ 327,35 para R$ 330,18.
No Mato Grosso do Sul, o preço avançou de R$ 352,91 para R$ 353,45, enquanto no Mato Grosso a arroba passou de R$ 355,07 para R$ 357,03.
Atacado segue estável
No mercado atacadista, os preços da carne bovina permaneceram estáveis ao longo do dia. Ainda assim, o setor mantém expectativa de aumento nas cotações durante a primeira semana do mês, período tradicionalmente marcado por maior circulação de renda e aumento do consumo.
A Copa do Mundo também é vista como um fator que pode impulsionar a demanda, principalmente nos dias de jogos da Seleção Brasileira. Apesar disso, a carne bovina continua enfrentando concorrência das proteínas mais baratas, especialmente da carne de frango, que segue mais competitiva para o consumidor.
Dólar fecha em alta
No mercado financeiro, o dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,11%. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,0658 para venda e R$ 5,0638 para compra.
Durante o pregão, o dólar oscilou entre a mínima de R$ 5,0298 e a máxima de R$ 5,0894.
