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Petróleo Brent despenca quase 4% após acordo de paz entre EUA e Irã Créditos: Tania Rego/Agência Brasil

Petróleo Brent despenca quase 4% após acordo de paz entre EUA e Irã

tação para entrega em agosto recuou para US$ 83,87 após o anúncio do fim do bloqueio naval. Investidores projetam maior oferta global com a liberação de rota estratégica

Os contratos futuros do petróleo tipo Brent registraram forte queda neste domingo (14) após o anúncio de um acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito que se arrasta há mais de três meses no Oriente Médio.

Por volta das 20h19, o barril para entrega em agosto de 2026 era negociado a US$ 83,87, acumulando recuo de 3,96% no dia. Na abertura do mercado, a cotação chegou a US$ 84,04, refletindo uma queda de 3,77%.

A desvalorização já vinha sendo observada ao longo da semana diante das sinalizações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de um entendimento entre Washington e Teerã. O mercado reagiu positivamente à expectativa de redução das tensões em uma das principais regiões produtoras e exportadoras de petróleo do mundo.

Nos últimos dias, Trump havia informado que um memorando de entendimento para um cessar-fogo seria formalizado durante o fim de semana, em encontro realizado na Europa com participação do vice-presidente norte-americano, JD Vance.

Além do acordo, outro fator que influenciou os preços foi a perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. A passagem marítima concentra parte significativa do comércio internacional da commodity e vinha sendo alvo de preocupação dos investidores devido ao risco de interrupções no fluxo de exportações.

Neste domingo, Trump afirmou que o entendimento firmado entre os dois países prevê a reabertura do estreito e o fim do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos na região.

Em publicação na rede Truth Social, o presidente norte-americano comemorou o acordo e afirmou que a retomada da navegação permitirá a normalização do transporte de petróleo para os mercados internacionais.

A expectativa dos investidores é de que a redução das tensões militares e a volta da circulação de navios pelo Estreito de Ormuz contribuam para ampliar a oferta global de petróleo, pressionando os preços para baixo nas próximas semanas.

O acordo também é acompanhado de perto por governos e agentes econômicos devido aos impactos que os preços da energia exercem sobre a inflação, os custos de produção e o comércio internacional.

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