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Padilha condena ataque dos EUA à Venezuela e oferece SUS para atender feridos

Ministro da Saúde afirma que Brasil já prepara rede assistencial, especialmente em Roraima, diante da escalada do conflito no país vizinho

Padilha condena ataque dos EUA à Venezuela e oferece SUS para atender feridos Créditos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, condenou neste sábado (3) o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela e afirmou que o Brasil está preparado para atender possíveis feridos em decorrência da ofensiva militar. Segundo ele, o Sistema Único de Saúde (SUS) foi colocado à disposição para prestar assistência humanitária, caso haja necessidade.

A manifestação foi publicada nas redes sociais do ministro. Padilha disse que o Ministério da Saúde atua em defesa da paz e criticou o uso da força militar. “Nada justifica conflitos terminarem em bombardeio”, afirmou.

De acordo com o ministro, o Brasil já vem lidando com reflexos da crise venezuelana no sistema de saúde, especialmente no estado de Roraima, que faz fronteira com o país vizinho. Segundo ele, a rede pública de saúde brasileira foi mobilizada para reduzir os impactos do conflito.

Padilha informou que, desde o início das operações militares na região, o governo federal acionou a Força Nacional do SUS, a Agência do SUS e equipes de Saúde Indígena para reforçar o atendimento. “Enquanto a paz não chega, cuidaremos de quem precisar ser cuidado em solo brasileiro”, declarou.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que forças norte-americanas realizaram ataques contra a Venezuela e que o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cília Flores, teriam sido retirados do país. Até o momento, o paradeiro do líder venezuelano permanece desconhecido.

A ofensiva ocorre após meses de ameaças e pressão militar dos Estados Unidos na América Latina e no Caribe, sob a justificativa de combate ao tráfico internacional de drogas. O governo norte-americano, no entanto, ainda não apresentou provas concretas que vinculem Maduro diretamente a organizações criminosas.

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