Oeste do Paraná quer ampliar conselhos de sanidade agropecuária até 2028
Planejamento do Programa Oeste em Desenvolvimento prevê criação e fortalecimento de 30 conselhos municipais para reforçar ações de biosseguridade e controle sanitário na região
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A Câmara Técnica de Sanidade Agropecuária do Programa Oeste em Desenvolvimento definiu um plano estratégico para ampliar e fortalecer a atuação dos Conselhos Municipais de Sanidade Agropecuária no Oeste do Paraná. A meta é chegar até 2028 com 30 conselhos estruturados e em funcionamento na região.
Segundo o coordenador da Câmara Técnica, Paulo Vallini, os conselhos desempenham papel fundamental na articulação entre poder público, produtores rurais e entidades do setor agropecuário para prevenção de doenças, fortalecimento da biosseguridade e proteção da produção animal e vegetal.
Os Conselhos Municipais de Sanidade Agropecuária atuam em parceria com órgãos como a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná, auxiliando no planejamento e execução de ações ligadas à defesa sanitária, saúde pública e segurança alimentar.
De acordo com Vallini, a atuação dos conselhos ganha importância ainda maior no Oeste paranaense, considerado um dos principais polos agropecuários do Brasil e referência nacional na produção de aves, suínos, peixes e leite.
Entre as principais funções desempenhadas pelos conselhos estão o fortalecimento das ações de controle sanitário, prevenção e combate a doenças e pragas, além da conscientização dos produtores sobre medidas de biosseguridade.
Os conselhos são formados por representantes de sindicatos rurais, cooperativas, produtores, médicos veterinários e integrantes das secretarias municipais de Agricultura, Saúde e Meio Ambiente.
Além da ampliação dos conselhos, a Câmara Técnica pretende reforçar a presença da pauta sanitária junto aos municípios e ampliar a divulgação das atividades em parceria com a Associação dos Municípios do Oeste do Paraná.
Outro foco do planejamento é a realização de palestras técnicas sobre o manejo de javalis e os impactos causados pela espécie nas áreas sanitária, econômica e ambiental.
A programação prevê eventos em Cascavel, Toledo, Marechal Cândido Rondon, Medianeira e Catanduvas entre julho e novembro deste ano.
Segundo a Câmara Técnica, os encontros devem reunir produtores, lideranças e especialistas para discutir estratégias regionais de controle populacional dos javalis e levantamento de dados que ajudem a dimensionar os impactos enfrentados pelos município.
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