Oeste do Paraná cria estratégias para reduzir rotatividade e fortalecer mercado de trabalho
Câmara Técnica de Empregabilidade do POD aposta em qualificação profissional, retenção de talentos e inteligência de dados para ampliar empregos sustentáveis
Créditos: Assessoria
A Programa Oeste em Desenvolvimento intensificou as ações voltadas ao fortalecimento do mercado de trabalho regional por meio da Câmara Técnica de Empregabilidade. O foco da iniciativa é enfrentar a alta rotatividade de mão de obra nos 54 municípios do Oeste do Paraná, além de ampliar a qualificação profissional e melhorar a retenção de trabalhadores.
Segundo o coordenador da Câmara Técnica de Empregabilidade e ex-presidente da Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Oeste do Paraná, Sergio Antonio Marcucci, o principal desafio atual da região não é apenas gerar vagas, mas manter os profissionais empregados por mais tempo.
Dados apresentados durante o 2º Encontro Estratégico das Câmaras Técnicas do POD mostram que a população do Oeste do Paraná cresceu 8,56% entre 2020 e 2025. No mesmo período, o estoque de empregos formais aumentou 27,25%, com a criação de 93 mil novas vagas, alcançando 435 mil empregos formais em 2025.
Apesar do crescimento econômico, a região registra forte rotatividade no mercado de trabalho. Entre 2020 e 2025, foram contabilizadas 1,37 milhão de admissões e 1,28 milhão de desligamentos. Apenas em 2025, o Oeste registrou 267 mil contratações e 254 mil demissões.
Segundo Marcucci, essa alta movimentação gera custos para empresas e reduz a produtividade, além de dificultar a criação de vínculos profissionais duradouros.
O Oeste do Paraná representa atualmente cerca de 14% do dinamismo econômico do Estado. No período analisado, a região acumulou saldos positivos de emprego todos os anos, com destaque para 2021, quando foram abertas mais de 26 mil vagas formais.
Diante desse cenário, a Câmara Técnica de Empregabilidade estruturou três principais frentes de atuação:
qualificação profissional alinhada às necessidades das empresas;
retenção de talentos e melhoria das condições de trabalho;
e inteligência territorial baseada em dados do Caged e do IBGE para orientar políticas públicas e antecipar demandas do mercado.
A proposta é transformar o crescimento econômico da região em empregos mais estáveis e desenvolvimento sustentável para os municípios do Oeste paranaense.
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