Créditos: Alessandro Vieir/AEN
Mudança no quadro de funcionários em colégios agrícolas gera protestos e chega à ALEP
Uma mobilização de pais e profissionais da educação tenta impedir o remanejamento de servidores e a terceirização administrativa nos colégios agrícolas e florestais do Paraná
A APP-Sindicato protocolou um documento junto à Secretaria de Estado da Educação do Paraná questionando mudanças no quadro de funcionários de colégios agrícolas e florestais da rede estadual.
O pedido contesta o remanejamento de Agentes Educacionais II que atuam no período noturno como administrativos de internato, além da possibilidade de terceirização dessas funções.
No documento, o sindicato afirma que a mudança pode afetar o funcionamento das unidades, principalmente no período noturno, quando os estudantes permanecem em regime de internato.
Segundo a entidade, a substituição de servidores experientes por trabalhadores terceirizados pode comprometer o atendimento e a segurança dos alunos.
A APP também defende que qualquer alteração na estrutura deve ser discutida com a comunidade escolar e acompanhada pela entidade.
Reivindicações
Entre os pedidos apresentados à Seed, o sindicato solicita a manutenção imediata dos profissionais nas funções atuais e a suspensão de remanejamentos para o período diurno.
A entidade também cobra abertura de diálogo com escolas e acompanhamento de eventuais estudos administrativos sobre a reorganização das equipes.
Mobilização da comunidade
A proposta gerou reação de pais, estudantes e profissionais da educação. Em Toledo, a comunidade do colégio agrícola organizou um abaixo-assinado online contra as mudanças.
O documento destaca preocupação com a rotatividade de profissionais e possíveis impactos na rotina dos alunos que vivem no internato.
Caso chega à Assembleia
O tema também foi debatido na Assembleia Legislativa do Paraná. Durante sessão, o líder do governo, Hussein Bakri, afirmou que a situação deve ser resolvida nos próximos dias.
Segundo ele, a expectativa é de que haja encaminhamento com base em diálogo entre governo, sindicato e comunidade escolar.
