corbelia maio

MPPR leva campanha de combate à violência sexual infantil a escolas do Paraná

Ação marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual em 18 de maio. Com a participação de 180 promotores, iniciativa busca orientar alunos e professores sobre canais de denúncia e proteção

MPPR leva campanha de combate à violência sexual infantil a escolas do Paraná Créditos: Divulgação

O Ministério Público do Paraná (MPPR) inicia na próxima semana uma campanha estadual de conscientização e combate à violência sexual contra crianças e adolescentes. A ação marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, lembrado em 18 de maio.

As atividades serão realizadas entre os dias 18 e 22 de maio em escolas de diversas regiões do Paraná. A previsão é que pelo menos 180 promotores e procuradores de Justiça participem da iniciativa, promovendo palestras e rodas de conversa com alunos e professores do 4º e 5º anos do ensino fundamental.

A proposta é levar informações sobre prevenção, proteção e canais de denúncia, além de criar um ambiente seguro para que crianças possam falar sobre situações de violência, medo ou constrangimento.

Segundo o MPPR, a campanha busca desmistificar sentimentos de culpa, insegurança e medo que muitas vezes impedem vítimas de procurar ajuda. A intenção é estimular a identificação precoce de situações de risco e possibilitar respostas rápidas para proteção das crianças e adolescentes.

O procurador-geral de Justiça do Paraná, Francisco Zanicotti, afirmou que iniciativas como essa têm impacto profundo, mesmo quando os resultados não aparecem de forma imediata.

“Trabalhamos para retirar crianças e adolescentes de situações de risco, interromper agressões e evitar danos que poderiam se perpetuar por toda a vida”, declarou.

Número de participantes cresce ano após ano

De acordo com o Ministério Público, o alcance da campanha vem aumentando desde a criação da ação.

Em 2023, primeiro ano da iniciativa, cerca de 10 mil alunos e professores participaram das atividades em 125 escolas da rede pública.

No ano seguinte, em 2024, a campanha alcançou aproximadamente 29 mil estudantes e profissionais da educação em 362 escolas.

Já em 2025, os números cresceram novamente. Segundo o MPPR, 41.751 alunos e professores foram impactados diretamente pelas palestras realizadas por 150 integrantes da instituição em 580 escolas espalhadas pelo Paraná.

Campanha recebeu premiações nacionais

A iniciativa também recebeu reconhecimento nacional nos últimos anos.

Em 2023, a campanha conquistou o segundo lugar no 21º Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça, na categoria “Campanha Institucional de Interesse Público”.

Já em 2024, a ação ficou em terceiro lugar na 12ª edição de premiação promovida pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), na categoria “Diálogo com a Sociedade”.

Maioria das vítimas é composta por crianças e adolescentes

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025 mostram que crianças e adolescentes de até 17 anos representam a maior parte das vítimas de estupro no Brasil.

Segundo o levantamento, esse grupo correspondeu a 77,6% dos casos registrados em 2024, percentual semelhante ao observado nos anos anteriores. A maioria das vítimas é do sexo feminino.

O anuário também aponta que a maior parte dos casos acontece dentro de casa.

Em 2024, 65,7% dos registros de estupro ocorreram em residências. Nos casos de estupro de vulnerável, o índice chegou a 67,9%.

O crime de estupro de vulnerável envolve atos sexuais praticados contra menores de 14 anos ou pessoas que, por enfermidade ou deficiência mental, não tenham capacidade de consentir livremente.

Os dados reforçam que a violência sexual ocorre, na maioria das vezes, em ambientes privados e dentro do convívio familiar.

Campanha envolve diferentes setores do MPPR

A campanha é coordenada pelo Centro de Apoio Operacional (Caop) das Promotorias de Justiça da Criança e do Adolescente e da Educação do MPPR, em parceria com a Assessoria de Comunicação da instituição.

Neste ano, a ação também conta com apoio da Escola Superior do Ministério Público do Paraná.

Acesse nosso canal no WhatsApp