Lula eleva combate ao crime organizado a ação de Estado, diz novo ministro da Justiça
Governo federal articula atuação conjunta entre Executivo, MP e Judiciário
Créditos: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu elevar o combate ao crime organizado ao status de ação de Estado, com atuação integrada de diferentes órgãos públicos. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (15) pelo novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, em sua primeira manifestação pública após a nomeação.
Segundo o ministro, a decisão prevê ações articuladas entre órgãos da União para enfrentar o avanço das facções criminosas. A estratégia envolve cooperação entre Executivo, Ministério Público e Poder Judiciário, com foco em ampliar a efetividade das medidas de repressão ao crime organizado.
Lima e Silva afirmou que a complexidade do problema exige alinhamento institucional. Para ele, é fundamental que órgãos como o Ministério Público atuem em sintonia, além do reconhecimento da gravidade do tema pelo Judiciário.
O ministro destacou que iniciativas já vêm sendo adotadas por instituições como a Polícia Federal e a Receita Federal do Brasil, mas ressaltou que, isoladamente, essas ações têm alcance limitado. Segundo ele, muitas medidas dependem da atuação conjunta do Ministério Público e da validação do Judiciário para produzir resultados concretos.
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“O enfrentamento ao crime organizado não pode se restringir a ações de governo. Para alcançar efetividade, é necessária a cooperação permanente de todos os órgãos do Estado”, afirmou o ministro.
O anúncio foi feito após reunião realizada no Palácio do Planalto, convocada por Lula para tratar do tema. O encontro reuniu autoridades dos Três Poderes e da área econômica.
Participaram da reunião o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República Paulo Gonet, o diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues, o secretário da Receita Federal Robinson Barreirinhas, o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, além dos ministros Fernando Haddad e Sidônio Palmeira.
De acordo com o ministro da Justiça, o caso das fraudes envolvendo o Banco Master também foi abordado como um dos eixos da reunião. Segundo ele, a diretriz adotada não faz distinções individuais e prevê atuação contra qualquer prática que se enquadre no perfil de crime organizado.
Posse
Wellington César Lima e Silva toma posse ainda nesta quinta-feira, em cerimônia reservada no Palácio do Planalto. O evento contará com a presença do ex-ministro Ricardo Lewandowski, que deixou o cargo por motivos pessoais e familiares.
O novo ministro foi nomeado por Lula na terça-feira (13) e assume a pasta em meio à intensificação do debate sobre segurança pública e enfrentamento ao crime organizado no país.
