Saúde de Cascavel recebe 25 novos residentes; rede ganha especialistas em Psiquiatria
Profissionais reforçam o atendimento nas Unidades de Saúde da Família a partir de segunda (9); programa inclui bolsas de R$ 4,5 mil e foco em Medicina da Família
Créditos: Secom/Divulgação
A Escola de Saúde Pública de Cascavel, vinculada à Secretaria Municipal de Saúde, iniciou nesta semana o acolhimento de 25 novos residentes que irão atuar na rede municipal. Entre as vagas ofertadas estão oito para Medicina de Família e Comunidade, 15 para as áreas de Serviço Social, Odontologia e Enfermagem e, como novidade neste ano, duas vagas para residência em Psiquiatria.
Os profissionais foram selecionados por meio de edital público. Eles atuarão na promoção da educação e da produção de conhecimento em saúde, com atividades de ensino, pesquisa, extensão e atuação prática nos serviços da rede municipal.
Formação em serviço
As residências Médica e Multiprofissional em Saúde são cursos de pós-graduação lato sensu, na modalidade de especialização com ensino em serviço. O objetivo é formar profissionais para o atendimento integral à saúde dentro da lógica do Sistema Único de Saúde.
Os programas de Medicina de Família e Comunidade e da residência multiprofissional têm carga horária de 5.760 horas, distribuídas ao longo de 24 meses. Já a Residência em Psiquiatria terá 8.640 horas, com duração de 36 meses.
Segundo a Secretaria, os programas articulam ensino e prática em campo, com atuação nas Unidades de Saúde da Família e demais serviços da Rede de Atenção à Saúde, incluindo instituições parceiras.
As atividades práticas começam na próxima segunda-feira (9), de forma supervisionada.
Programação de acolhimento
Durante a semana de integração, os residentes participam de palestras sobre Atenção Primária à Saúde, ministrada pela professora doutora Luciana Osório Cavalli, além de apresentações da Divisão de Gestão de Pessoas e de orientações sobre arboviroses, conduzidas pela gerente da Vigilância Epidemiológica, Beatriz Tambosi.
O coordenador do programa de residências, Gilson Fernandes da Silva, destacou o impacto da inserção dos residentes na rede municipal.
“A presença dos residentes amplia o acesso aos serviços, qualifica os atendimentos e fortalece ações educativas e comunitárias. Isso favorece maior resolutividade da Atenção Primária e melhora a qualidade da assistência prestada. Além disso, o cuidado torna-se mais humanizado e integral, já que o acompanhamento próximo das famílias permite compreender suas necessidades de forma mais abrangente. Os residentes são acompanhados por preceptores, que contribuem no processo de especialização. Os programas de residência não apenas qualificam profissionais, mas também fortalecem o sistema de saúde como um todo”, pontua.
De acordo com o coordenador, o município investe na formação de residentes desde 2018.
“Desde 2018, a Secretaria de Saúde tem investido na formação de residentes para atuação no SUS, nas áreas de Enfermagem, Odontologia e Serviço Social, todos com ênfase em Saúde da Família. A residência se destaca por proporcionar aprendizado em serviço, no qual teoria e prática se integram de maneira contínua e crítica. O residente vivencia o cotidiano das unidades de saúde, participa do acompanhamento longitudinal de indivíduos e famílias e desenvolve competências clínicas, sanitárias e sociais. Esse processo contribui para a construção de uma visão ampliada do cuidado, que considera os determinantes sociais da saúde e valoriza o vínculo com a comunidade”, explica.
Impacto na rede municipal
Para o secretário de Saúde, Ali Haidar, os programas têm relevância para a organização da assistência.
“Os Programas de Residência em Saúde têm grande importância do ponto de vista assistencial, organizacional e estratégico. Inseridos na lógica do Sistema Único de Saúde, contribuem diretamente para o fortalecimento da rede local de atenção, especialmente na Atenção Primária. Ao integrar profissionais em formação às equipes, o município amplia sua capacidade assistencial com supervisão qualificada e atualização científica constante. Isso impacta positivamente os indicadores de saúde, a resolutividade dos serviços e a qualidade do cuidado ofertado à população”, destaca.
Os residentes médicos e multiprofissionais recebem bolsa-formação no valor de R$ 4.106,09, além de bolsa-auxílio-moradia de R$ 410,61, concedida pelo Ministério da Saúde. Os recursos são provenientes do Governo Federal e da Prefeitura de Cascavel.
Após o primeiro ano, os profissionais seguem para a segunda etapa da formação. O acompanhamento é feito por preceptores, tutores, docentes e coordenadores responsáveis pela qualificação continuada.
