Judiciário lidera adoção de inteligência artificial no setor público brasileiro, aponta pesquisa
Levantamento do CGI.br mostra que 94% dos órgãos do Poder Judiciário já utilizam IA, percentual mais alto entre os três Poderes e o Ministério Público.
Por Gazeta do Paraná
Créditos: Mano Banana
A inteligência artificial já faz parte da rotina da maior parte das instituições públicas brasileiras, mas é no Poder Judiciário que sua utilização alcançou o nível mais elevado. Pesquisa TIC Governo 2025, divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), revela que 94% dos órgãos ligados ao Judiciário utilizam soluções de IA em suas atividades, o maior índice entre todos os Poderes analisados.
O levantamento, divulgado nesta quinta-feira (23), mostra que o Judiciário lidera com ampla vantagem a adoção da tecnologia. Na sequência aparecem o Ministério Público, com 92% de utilização, o Poder Legislativo, com 83%, e o Poder Executivo, onde o índice chega a 55%. Considerando apenas órgãos federais e estaduais, a inteligência artificial já está presente em 59% das instituições públicas brasileiras.
Automatização impulsiona expansão
Segundo o estudo, a principal aplicação da inteligência artificial no setor público está na automatização de processos e fluxos de trabalho, reduzindo tarefas repetitivas e aumentando a eficiência administrativa.
A tecnologia também é empregada em atividades de mineração de textos, análise de linguagem natural e apoio à organização de informações, permitindo maior agilidade na tramitação de processos e na prestação de serviços públicos.
Entre as diferentes esferas da administração, os órgãos federais apresentam maior nível de adoção da IA, alcançando 70%, enquanto os estaduais registram 58%.
Outras tecnologias ainda avançam lentamente
Embora a inteligência artificial tenha registrado crescimento expressivo, outras tecnologias consideradas estratégicas ainda possuem presença limitada na administração pública.
A pesquisa aponta que a Internet das Coisas (IoT) é utilizada por 20% dos órgãos federais e por 29% dos estaduais. Já o blockchain aparece em 25% das instituições federais e em 17% das estaduais, indicando que essas ferramentas ainda se encontram em estágio inicial de disseminação quando comparadas à IA.
Transformação digital
Os dados reforçam a rápida transformação digital vivida pelo sistema de Justiça brasileiro, que vem incorporando recursos tecnológicos para otimizar atividades administrativas, acelerar análises e ampliar a eficiência dos serviços prestados à população.
O avanço também evidencia que a inteligência artificial deixou de ser uma tecnologia experimental para se consolidar como ferramenta de apoio à gestão pública, especialmente nas instituições que lidam diariamente com grandes volumes de informações e processos.
Créditos: Redação
