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Falta de documentos do governo põe em risco exportação de carne para a UE Créditos: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Falta de documentos do governo põe em risco exportação de carne para a UE

Bloco europeu exige o envio urgente de relatórios sobre o uso de antimicrobianos na pecuária; caso o Mapa não responda, restrição comercial começa em 3 de setembro

O Sistema FAEP encaminhou nesta terça-feira (9) um ofício ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) cobrando rapidez no envio de informações à União Europeia para evitar a suspensão das importações de produtos de origem animal brasileiros. A medida foi anunciada pelo bloco europeu após a falta de documentação considerada necessária para comprovar o cumprimento de exigências sanitárias relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal.

Caso a situação não seja revertida, a restrição poderá entrar em vigor a partir de 3 de setembro e atingir produtos como carnes bovina e de aves, mel, equinos, tripas e itens da aquicultura.

Segundo o Sistema FAEP, o problema não está relacionado à qualidade sanitária da produção brasileira, mas sim à ausência de informações que deveriam ter sido encaminhadas pelo governo federal às autoridades europeias. A entidade defende que o Ministério da Agricultura adote medidas urgentes para evitar prejuízos ao setor pecuário.

Em nota, o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, afirmou que a possível suspensão das exportações preocupa o setor produtivo e pode trazer consequências para a cadeia pecuária nacional.

A entidade destaca que o Paraná possui reconhecimento internacional na área sanitária. Desde 2021, o Estado é certificado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como área livre de febre aftosa sem vacinação. Em 2025, o mesmo status foi concedido a todo o território brasileiro.

Outro ponto citado pela FAEP é o reconhecimento recente da China, que também passou a considerar o Brasil inteiro como área livre de febre aftosa sem vacinação, ampliando a credibilidade da pecuária nacional nos mercados internacionais.

Para a entidade, uma eventual suspensão das importações pela União Europeia pode gerar impactos econômicos e comerciais para o setor, além de afetar produtores que investiram em melhorias sanitárias e adequação às exigências dos mercados compradores.

O Sistema FAEP defende que o governo federal intensifique o diálogo com as autoridades europeias e apresente a documentação necessária dentro do prazo para evitar restrições às exportações brasileiras. A entidade argumenta que a manutenção dos mercados internacionais é fundamental para a competitividade da pecuária e para a geração de renda no campo.

A União Europeia é um dos mercados de maior valor agregado para produtos agropecuários brasileiros e mantém exigências rigorosas relacionadas à rastreabilidade, segurança alimentar e bem-estar animal.

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