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Durigan nega responsabilidade do governo pelos juros altos e promete ajuste fiscal

Ministro da Fazenda afirma que juros elevados não decorrem apenas da política fiscal e promete contenção de gastos para cumprir as metas fiscais

Por Gazeta do Paraná

Durigan nega responsabilidade do governo pelos juros altos e promete ajuste fiscal Créditos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo federal seguirá promovendo um ajuste nas contas públicas para cumprir as metas fiscais, mas rejeitou a avaliação de que a política econômica do Executivo seja a principal responsável pela manutenção da taxa básica de juros em patamar elevado.

Segundo Durigan, o Ministério da Fazenda tem compromisso com o equilíbrio fiscal e pretende avançar nos próximos anos com medidas de contenção de gastos, revisão de benefícios fiscais e mudanças na tributação, incluindo maior incidência sobre contribuintes de maior renda. O objetivo é alcançar os superávits previstos no novo arcabouço fiscal.

Para o ministro, a taxa Selic, atualmente em 14,25% ao ano, representa o principal entrave para o crescimento da economia, ao desestimular investimentos privados e elevar o custo da dívida pública. Ele defendeu maior harmonização entre a política fiscal do governo e a política monetária conduzida pelo Banco Central, responsável pela definição dos juros.

Durigan também reafirmou que o arcabouço fiscal aprovado em 2023 é sustentável, mas reconheceu que será necessário conter o crescimento das despesas obrigatórias para preservar espaço no orçamento e evitar restrições ao funcionamento da máquina pública.

Economistas, porém, avaliam que ainda há um descompasso entre a política fiscal e a monetária. Na visão de parte dos analistas, a ampliação de gastos públicos e de programas de crédito dificulta o controle da inflação e exige que o Banco Central mantenha os juros elevados por mais tempo. O mercado financeiro também defende maior ênfase em cortes de despesas, argumentando que a redução sustentável da dívida pública depende mais da contenção dos gastos do que do aumento da arrecadação.

O Banco Central, por sua vez, sustenta que a definição da taxa de juros responde ao cenário econômico, especialmente às expectativas de inflação e ao ritmo da atividade econômica, fatores influenciados tanto pela política fiscal quanto pelas condições de crédito no país.

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