Créditos: Reprodução/Redes sociais
Juliano Tchula pede para não aparecer em filme sobre Marília Mendonça
Compositor afirmou que não autorizou o uso de sua imagem na cinebiografia de Marília Mendonça e disse que deseja permanecer longe da exposição pública
Após anos longe dos holofotes desde a morte de Marília Mendonça, em 2021, o compositor Juliano Tchula voltou a se pronunciar publicamente para falar sobre a cinebiografia da cantora. Em um vídeo divulgado nesta sexta-feira (3), ele afirmou que não autorizou o uso de sua imagem no longa e pediu para não ser representado na produção.
Segundo Tchula, a decisão não está relacionada ao roteiro ou à forma como será retratado. O compositor afirmou apenas que deseja seguir a vida longe da exposição pública e que já comunicou oficialmente sua posição à equipe responsável pelo filme.
A manifestação ocorreu um dia depois de sua esposa, Flavi Soares, revelar nas redes sociais que advogados da família estão em contato com a produção há meses para impedir o uso da imagem do compositor.
"Meu marido não autorizou o uso de imagem no filme. Nossos advogados estão há meses em contato", escreveu Flavi.
Na publicação, ela também compartilhou o vídeo gravado por Tchula, que está afastado das redes sociais há cerca de sete anos. Segundo ela, a repercussão do caso fez com que o compositor decidisse falar publicamente pela primeira vez em muito tempo.
"Vocês conseguiram a proeza de fazer alguém que odeia internet e nem no passado gravava vídeo falar. São sete anos longe da internet, sete anos de conversão. Nunca desrespeitamos ninguém e não vamos aceitar que desrespeitem nossa família", afirmou.
No vídeo, Juliano Tchula disse que notificou a produção ainda quando surgiram as primeiras informações sobre a possibilidade de um filme inspirado na trajetória da cantora.
"Há dois anos, eu já tinha pedido para os meus advogados notificarem uma possível criação de um filme porque eu não queria participar. Eles insistiram e continuaram com isso até hoje. Agora trouxeram esse assunto novamente à tona", declarou.
O compositor reforçou que seus representantes voltaram a entrar em contato com a produção para reiterar sua posição.
"Eu não me importo com o roteiro do filme. Eu não me importo com a forma como vão me retratar. Eu só quero viver o presente com Jesus. Eu não vivo mais no passado. Estou vivendo com a minha família."
Durante a gravação, Tchula também comentou as críticas direcionadas à esposa após a repercussão do assunto.
"Atacaram a minha esposa nas redes sociais. É por isso que estou aqui. Não é ela que fala por mim. Ela me representa e fui eu quem pedi para ela falar. Vocês estão brigando na internet por alguém que vocês nem conhecem."
Ele ainda negou que o posicionamento tenha qualquer relação financeira.
"Eu não recebo mais direitos autorais. Não estou querendo dinheiro desse filme. Eu só tenho o direito de não aparecer. Eu não quero que usem minha imagem."
Ao encerrar a mensagem, o compositor voltou a afirmar que pretende manter a vida longe da exposição.
"O meu passado é para honra e glória de Deus. Não me importo com o que vocês vão pensar, mas precisei esclarecer porque isso viralizou e era algo que eu nem queria. Quero continuar vivendo feliz com Jesus e com a minha família. Desejo isso para vocês também."
Filme sobre Marília Mendonça
A cinebiografia de Marília Mendonça será produzida pelo Prime Video e contará a trajetória da cantora, que morreu em novembro de 2021, aos 26 anos, após a queda de um avião em Minas Gerais.
A atriz e cantora Marina Versos foi escolhida para interpretar a artista. O elenco também reúne Hermila Guedes, Klara Castanho, Marcelo Serrado e Sophia Valverde. As gravações começam neste mês de julho, e a previsão de lançamento é para 2027.
Segundo informações divulgadas sobre a produção, o ator João Guilherme seria o responsável por interpretar Juliano Tchula na obra.
Parceria de sucessos
Juliano Tchula foi um dos principais parceiros de composição de Marília Mendonça. Ao lado da cantora, assinou centenas de músicas que marcaram o sertanejo, entre elas "Amante Não Tem Lar", "De Quem É a Culpa" e "A Flor e o Beija-Flor".
Marília Mendonça foi um dos maiores nomes da música brasileira e liderou o movimento conhecido como feminejo, que ampliou o protagonismo feminino no sertanejo a partir de 2016. Seu repertório conquistou milhões de fãs e permanece entre os mais ouvidos do país mesmo após sua morte.
