Curitiba expande Conselhos Tutelares e aciona alerta contra crimes virtuais infantis
Com a medida autorizada pelo prefeito Eduardo Pimentel, a capital paranaense saltará de dez para 13 unidades de atendimento
Créditos: Valquir Kiu Aureliano/SECOM
A Prefeitura de Curitiba anunciou nesta segunda-feira (18) a criação de mais três Conselhos Tutelares até 2028, ampliando a estrutura de proteção à infância e adolescência no município. O anúncio foi feito durante a abertura do 13º Seminário Municipal de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, realizado no Salão de Atos do Parque Barigui, em referência ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
Com a medida, a capital paranaense passará dos atuais dez para 13 Conselhos Tutelares em funcionamento nos próximos anos. Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH), Carlos Eduardo Pijak Júnior, a ampliação já foi autorizada pelo prefeito Eduardo Pimentel e faz parte do fortalecimento das políticas públicas de proteção social no município.
Durante o evento, Pijak afirmou que a criação das novas unidades representa uma ação concreta de fortalecimento da Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente. O presidente da Fundação de Ação Social (FAS), Renan Rodrigues, também destacou que a ampliação da estrutura é considerada estratégica para garantir atendimento permanente às vítimas de violência e às famílias em situação de vulnerabilidade.
O seminário reuniu servidores municipais das áreas de Educação, Saúde e Assistência Social que integram a Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente em Situação de Risco para a Violência. O foco desta edição foi discutir os crimes virtuais contra crianças e adolescentes, tema que vem preocupando autoridades e profissionais da rede de proteção.
Para abordar o assunto, participaram do encontro a delegada-chefe da Delegacia do Adolescente, Eliete Kovalhuk, o agente de polícia e psicólogo Leonel Rodrigues e o presidente executivo da organização ChildFund Brasil, Maurício Cunha.
Durante a palestra, a delegada Eliete alertou para os sinais que podem indicar que crianças e adolescentes estejam sofrendo violência ou abuso no ambiente virtual. Segundo ela, mudanças de comportamento, isolamento social e alterações emocionais podem ser indícios importantes e devem ser observados por pais, responsáveis e educadores.
A policial também reforçou a necessidade de buscar apoio especializado diante de qualquer suspeita. Segundo ela, o silêncio favorece os abusadores e dificulta a proteção das vítimas.
Entre os canais disponíveis para denúncias e acolhimento, foram citados a Delegacia do Adolescente, os Conselhos Tutelares, o Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), o Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber) e o Disque 100.
A vice-conselheira tutelar da Regional Boa Vista, Maria Aparecida Benício, afirmou que encontros como o seminário ajudam os profissionais da rede a compreender melhor os desafios atuais envolvendo a violência digital. Segundo ela, existe uma diferença significativa entre o domínio das ferramentas virtuais por parte das novas gerações e o conhecimento dos adultos, o que exige atualização constante dos profissionais responsáveis pela proteção de crianças e adolescentes.
