Copa do Mundo começa nesta quinta com um dos anfitriões em campo
México e África do Sul fazem o jogo de abertura do Mundial no lendário Estádio Azteca
Por Luciano Neves
Créditos: Lucas Figueiredo
A espera termina nesta quinta-feira (11). Enfim, a bola irá rolar para a Copa do Mundo de 2026, a maior de todos os tempos. Isso em número de participantes, já que o Mundial deste ano, o 23º da história, tem a presença de 48 seleções. São 16 equipes a mais em relação aos Mundiais disputados entre 1998 e 2022, todos com 32 seleções. Esse aumento no número de participantes também fez quase dobrar o número de partidas.
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Nesta quinta, México e África do Sul farão o primeiro dos 104 jogos. Nas edições anteriores, o campeão era conhecido após 64 partidas. A esperança é que essa Copa também seja a maior de todos os tempos em emoção, bom futebol e ótimas histórias. Aliás, a volta da Copa para a América do Norte já rende novidades. Quando a bola rolar às 16 horas para o jogo de abertura, o México se tornará o primeiro país a receber o Mundial em três ocasiões. Em 1970, os mexicanos presenciaram o tricampeonato do Brasil. Em 1986, a Argentina, que chega para o Mundial como detentora da taça e tricampeã, comemorou o segundo título. E também esta será a primeira Copa da história como três países dividindo a organização do evento. Além do México, o Mundial terá jogos nos Estados Unidos e no Canadá. Aliás, na América do Norte, o Brasil conquistou dois de seus cinco títulos. O tetra ocorreu nos EUA, em 1994.
Novo formato
O aumento no número de seleções obrigou a Fifa a adotar um novo formato. Nesta Copa, são doze grupos de quatro equipes cada. Os times se enfrentarão entre si em turno único dentro de suas chaves. Depois de três rodadas, os dois primeiros colocados de cada chave, mais os oito melhores terceiros colocados, avançam para a segunda fase, que terá 32 seleções. Com isso, o caminho do título ficará mais longo e o campeão fará oito partidas. Antes, o caminho do título era de sete jogos.
E o lendário Estádio Azteca, que foi o palco das finais das Copas de 1970 e 1986, desta vez será o palco do jogo de abertura. A final deste Mundial será no MetLife Stadium, em Nova Jersey, no dia 19 de julho. A torcida é que a Seleção Brasileira, que estreia no sábado (13) contra o Marrocos, esteja lá, como fez no Azteca, em 1970, e como fez no Rose Bowl, em 1994. O que não queremos é que o Mundial desse ano tenha uma arbitragem brasileira. Aliás, o jogo de abertura entre México e África do Sul terá um trio brasileiro na arbitragem: Wilton Pereira Sampaio será o árbitro de campo, auxiliado pelos assistentes Bruno Pires e Bruno Boschilia, que é do Paraná.
Grupo A
O primeiro dia de Copa do Mundo tem apenas dois jogos, ambos válidos pela primeira rodada do Grupo A. A chave tem, além de México e África do Sul, a Coreia do Sul e a República Tcheca, que se enfrentam às 23 horas, no Akron. O México não quer mais ser um mero anfitrião, como ocorreu nas vezes anteriores que sediou o evento. E quer contar com o fator casa para, pelo menos, registrar a sua melhor campanha na história das Copas. Até agora, as melhores campanhas do México ocorreram justamente nas vezes que sediou o evento. Em 1970 e 1986, a seleção mexicana chegou na fase de quartas de final.
De certa maneira, o México quer repetir o que fez a Coreia do Sul, integrante desta chave, que foi semifinalista no Mundial de 2002, quando sediou o evento ao lado do Japão. O Grupo A tem ainda a República Tcheca, que herdou o histórico esportivo da antiga Tchecoslováquia. Ou seja, a seleção tcheca tem duas finais no currículo e foi vice-campeã nas edições de 1934 e 1962. Mas como República Tcheca, teve apenas uma participação, em 2006, na Alemanha. Ou seja, os tchecos estão de volta depois de vinte anos.
Já aconteceu antes
E a chave tem ainda a África do Sul, que não aparecia numa Copa desde 2010, quando sediou o evento. Aliás, o sorteio do Mundial de 2026 foi caprichoso e reeditou o jogo de abertura do Mundial de 16 anos atrás. Em 2010, a África do Sul era cabeça de chave do Grupo A. E fez o jogo de abertura contra o México ocorreu justamente no dia 11 de junho daquele ano, no Soccer City, em Johannesburgo. Na ocasião, a partida terminou empatada em 1 a 1. Tshabalala marcou o primeiro gol daquele Mundial. Pelo lado mexicano, Rafael Márquez empatou o jogo. Agora, quem será o autor do primeiro gol da Copa de 2026?
Seis Copas
Um jogador que estava envolvido naquela partida de 16 anos atrás estará no Estádio Azteca nesta quinta: o goleiro mexicano Ochoa, que é um dos recordistas e irá para a sua sexta Copa. É bom lembrar que ele era reserva em 2010 e assumiu a titularidade na Copa seguinte, em 2014, no Brasil, uma ótima Copa, por sinal. Ele aparece na lista de convocados do México desde 2006. E o goleiro de 40 anos deve ser titular nesta quinta para chancelar essa marca importante.
Além de Ochoa, o atual campeão Lionel Messi, que usa a camisa 10 da Argentina mais uma vez, e Cristiano Ronaldo, de Portugal, também chegarão a seis Copas.
Mais jogos
Por falar em Messi, o argentino, que vivenciou duas finais – foi vice-campeão em 2014 e campeão em 2022 – é o atleta que mais vezes entrou em campo na história das Copas. Nas cinco edições anteriores, Messi jogou 26 jogos, superando a marca do alemão Lothar Matthäus, que tem 25 jogos. Ou seja, sem sua sexta Copa, Messi pode deixar essa marca bem maior. Como Portugal teve campanhas mais modestas e foi semifinalista em 2006, CR7 tem só 22 jogos em Copas.
