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COPA DO MUNDO GRUPO L

  Foto: Reprodução – FIFA/FIFA  O caminho até a Copa A Inglaterra garantiu sua classificação para a Copa do Mundo de 2026 sem grandes sustos,

COPA DO MUNDO GRUPO L


 

SELEÇÃO INGLATERRAFoto: Reprodução – FIFA/FIFA 

O caminho até a Copa

A Inglaterra garantiu sua classificação para a Copa do Mundo de 2026 sem grandes sustos, confirmando o favoritismo que a acompanha há anos nas Eliminatórias Europeias. Sob o comando de Thomas Tuchel, que assumiu a seleção após a Eurocopa de 2024, os ingleses lideraram seu grupo e asseguraram a vaga direta para o Mundial.

A campanha começou de forma dominante. A Inglaterra venceu seus primeiros compromissos e rapidamente assumiu a liderança da chave. Com um elenco recheado de jogadores de alto nível, a seleção mostrou superioridade técnica diante da maioria dos adversários e raramente correu riscos ao longo do percurso.

O ataque voltou a ser um dos pontos fortes da equipe. Harry Kane seguiu como principal referência ofensiva, liderando um setor que também conta com talentos como Jude Bellingham, Bukayo Saka e Eberechi Eze. Defensivamente, a equipe apresentou evolução. A base formada por jogadores acostumados às principais competições do continente garantiu segurança em jogos mais equilibrados e ajudou a Inglaterra a sofrer poucos gols durante o ciclo.

A classificação foi confirmada com antecedência, permitindo que Thomas Tuchel utilizasse as rodadas finais para observar opções e ampliar a concorrência por vagas no elenco que disputará o Mundial.

A vaga garantiu à Inglaterra sua 17ª participação em Copas do Mundo. Campeã em 1966, a seleção chega a 2026 novamente cercada de expectativa. Afinal, poucas equipes possuem um elenco tão qualificado quanto os ingleses, que buscam encerrar um jejum de 60 anos sem conquistar o principal troféu do futebol mundial.

O que esperar?

A Inglaterra chega à Copa do Mundo de 2026 carregando uma responsabilidade que já virou rotina: a de ser apontada entre as favoritas ao título. Nas últimas grandes competições, os ingleses estiveram constantemente entre os protagonistas. Foram semifinalistas da Copa do Mundo de 2018, vice-campeões da Eurocopa de 2021 e novamente vice-campeões da Eurocopa de 2024.

O desafio agora é transformar regularidade em título. A sensação é que a Inglaterra já provou que consegue competir com qualquer seleção do mundo, mas ainda precisa dar o passo final nos momentos decisivos.

A seleção parece mais equilibrada do que em ciclos anteriores. Durante muitos anos, a Inglaterra foi criticada por depender excessivamente do talento individual. Hoje, o time possui alternativas em praticamente todos os setores do campo e chega ao Mundial com uma profundidade de elenco que poucas seleções conseguem igualar.

Mas existe uma questão que acompanha os ingleses há décadas: a pressão. Desde o título conquistado em 1966, cada Copa do Mundo é encarada como uma oportunidade de encerrar um jejum que já ultrapassa meio século. Historicamente, nem sempre a seleção lidou bem com esse peso.

A boa notícia para os ingleses é que a geração atual parece mais madura. Muitos dos principais jogadores já disputaram finais continentais, fases decisivas de Liga dos Campeões e grandes torneios internacionais. Existe uma experiência acumulada que não estava presente em outras equipes do passado.

Seria surpresa ver a Inglaterra fora das quartas de final. O elenco tem qualidade para brigar pelo título e talvez chegue à Copa de 2026 com uma das melhores oportunidades dos últimos anos para encerrar a espera pelo segundo troféu mundial. O desafio não será provar que é boa o suficiente, mas mostrar que consegue vencer quando a pressão é máxima.

O craque
Harry Kane

Aos 33 anos, Harry Kane chega ao Mundial como capitão, principal referência ofensiva da equipe e um dos maiores jogadores da história da seleção inglesa. Mais do que os gols, o atacante se transformou no ponto de equilíbrio de uma geração que sonha em encerrar o jejum de títulos iniciado após a conquista da Copa do Mundo de 1966.

Os números ajudam a explicar sua importância. Com 79 gols em 114 partidas, Kane é o maior artilheiro da história da Inglaterra, superando nomes lendários do futebol inglês. Ao longo dos últimos anos, esteve presente em praticamente todas as campanhas relevantes da seleção, incluindo a semifinal da Copa de 2018 e os vice-campeonatos da Eurocopa em 2021 e 2024.

Mas reduzir sua importância apenas aos gols seria um erro. Diferentemente de muitos centroavantes tradicionais, Kane participa ativamente da construção das jogadas. Sua capacidade de recuar para organizar o ataque, encontrar passes decisivos e criar espaços para os companheiros faz dele uma peça fundamental no funcionamento da equipe.

Outro fator pesa a seu favor: a experiência. Em um elenco repleto de jovens estrelas, Kane é o jogador que já viveu praticamente todos os cenários possíveis em grandes competições. Essa bagagem costuma fazer diferença em torneios curtos como a Copa do Mundo.

A verdade é simples: a Inglaterra possui vários talentos capazes de decidir partidas, mas nenhum deles exerce tanta influência sobre o time quanto Harry Kane. Se os ingleses pretendem encerrar uma espera de seis décadas pelo segundo título mundial, grande parte desse sonho passará pelos pés de seu camisa 9.

Convocados

A Inglaterra anunciou os 26 convocados para a Copa do Mundo de 2026. Sob o comando do técnico Thomas Tuchel, os ingleses estão no Grupo L, ao lado de Croácia, Gana e Panamá. A estreia será diante da Croácia, em Dallas, no dia 17 de junho.

A ausência de alguns nomes importantes chamou atenção. Além do zagueiro Harry Maguire, que já havia indicado que dificilmente estaria na lista, jogadores como Phil Foden, Cole Palmer e Trent Alexander-Arnold ficaram fora da convocação.

Confira a lista de convocados

Goleiros: Jordan Pickford (Everton), Dean Henderson (Crystal Palace) e James Trafford (Manchester City).

Defensores: Reece James (Chelsea), Ezri Konsa (Aston Villa), Jarell Quansah (Bayer Leverkusen), John Stones (Manchester City), Marc Guéhi (Manchester City), Dan Burn (Newcastle), Nico O'Reilly (Manchester City), Djed Spence (Tottenham) e Tino Livramento (Newcastle).

Meio-campistas: Declan Rice (Arsenal), Elliot Anderson (Nottingham Forest), Kobbie Mainoo (Manchester United), Jordan Henderson (Brentford), Morgan Rogers (Aston Villa), Jude Bellingham (Real Madrid) e Eberechi Eze (Arsenal).

Atacantes: Harry Kane (Bayern de Munique), Ivan Toney (Al-Ahli), Ollie Watkins (Aston Villa), Bukayo Saka (Arsenal), Marcus Rashford (Barcelona), Anthony Gordon (Newcastle) e Noni Madueke (Arsenal).


 

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