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Ministério Público denuncia agente de segurança por estupro de vulneráveis em Campo Largo

Homem de 58 anos é acusado de abusar sexualmente da filha e de um sobrinho ao longo de anos; crimes teriam ocorrido entre 2005 e 2019

Ministério Público denuncia agente de segurança por estupro de vulneráveis em Campo Largo Créditos: MPPR

O Ministério Público do Paraná, por intermédio da 2ª Promotoria de Justiça de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, ofereceu denúncia nesta semana contra um agente da área de Segurança Pública, de 58 anos, pelos crimes de estupro de vulnerável, em continuidade delitiva, e atentado violento ao pudor, conforme a legislação em vigor à época dos fatos. As vítimas são duas crianças com vínculo de parentesco com o acusado: sua filha e seu sobrinho.

De acordo com os autos do processo, os abusos contra a filha do denunciado ocorreram entre os anos de 2005 e 2007, na cidade de Campo Largo. A menina tinha apenas nove anos quando os crimes começaram. Segundo a denúncia, o homem constrangeu a criança, mediante violência e grave ameaça presumida em razão da idade da vítima, a praticar atos libidinosos diversos da conjunção carnal, além de submetê-la a repetidas tentativas de relação sexual. As investidas aconteciam sempre que a mãe da garota se ausentava do lar.

Já em relação ao sobrinho, os abusos se estenderam entre 2016 e 2019, também em Campo Largo. O menino tinha 10 anos quando as agressões tiveram início. Conforme apurado, o agente utilizava o ambiente de reuniões familiares em sua residência como estratégia para se aproximar da vítima. Os atos libidinosos ocorriam durante momentos de interação lúdica, como jogos de tabuleiro e simulações de lutas, comumente chamadas de "lutinhas" pela família.

O promotor de Justiça Eduardo Labruna Dahia, responsável pelo caso, destacou a gravidade das acusações e a vulnerabilidade das vítimas diante da figura de autoridade exercida pelo denunciado.

Durante as investigações, uma terceira vítima também relatou ter sofrido abusos por parte do mesmo homem. No entanto, os fatos narrados já estavam prescritos e não puderam ser incluídos na denúncia formal apresentada ao Poder Judiciário.

O caso segue em segredo de Justiça, e a defesa do acusado ainda não se manifestou oficialmente sobre o conteúdo da denúncia. Caso condenado, o agente pode pegar pena severa, considerando a natureza hedionda dos crimes e o vínculo de parentesco com as vítimas, circunstância que agrava a responsabilidade penal.

A denúncia agora aguarda recebimento pela Vara Criminal de Campo Largo, que decidirá sobre a abertura de ação penal contra o investigado.

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