Técnico de enfermagem é condenado por estupro de paciente sedado em hospital de Curitiba
Crime ocorreu dentro do hospital enquanto a vítima estava sedada; técnico foi condenado a quase 12 anos de prisão e ao pagamento de indenização
A Justiça do Paraná condenou a 11 anos e 10 meses de prisão, em regime fechado, um técnico de enfermagem que abusou sexualmente de um paciente sedado dentro de um hospital no Bairro Alto, em Curitiba. O crime ocorreu em 13 de novembro de 2024, e a sentença foi proferida na última sexta-feira (18), pela 3ª Vara Criminal da capital.
Segundo o Ministério Público do Paraná, que apresentou a denúncia por meio do Núcleo de Apoio à Vítima de Estupro (Naves), o profissional foi enquadrado por estupro de vulnerável. Na ocasião, a vítima, um homem de 25 anos, estava sob efeito de medicamentos e em estado de sedação, quando o agressor, então com 24 anos, iniciou os atos libidinosos.
De acordo com a investigação, o técnico de enfermagem só não consumou o ato porque o paciente despertou e conseguiu se levantar do leito hospitalar. O abusador foi preso em flagrante logo após o episódio.
Além da pena de prisão, o réu foi condenado ao pagamento de 50 salários mínimos a título de indenização por danos morais causados à vítima, também por solicitação do Ministério Público.
A promotora de Justiça Tarcila Santos Teixeira, responsável pelo caso, destacou a gravidade do crime e a importância da responsabilização do agressor.
"O Ministério Público recebe essa notícia da condenação, certamente com a sensação de dever cumprido, principalmente sobre esse tipo de crimes cometidos no âmbito dos serviços públicos em face de pessoas em situação de extrema vulnerabilidade e que procuram por auxílio, por cuidados, por parte do Estado, sendo nessas circunstâncias submetidos a violência de extrema gravidade como essa. Entendemos que essa condenação, ela satisfaz muito mais do que que a própria vítima, mas toda a sociedade e inclusive o Estado, enquanto prestador do serviço de saúde e que certamente não tolera qualquer conduta violadora de direitos por parte de seus colaboradores. O Ministério Público tem atuado com rigor em relação a esses delitos perpetrados em situações de abuso de confiança, de fragilidade das vítimas e principalmente envolvendo pessoas de especial vulnerabilidade".
Matérias relacionadas
Tércio Tinoco intensifica campanha na reta final e reforça bandeira da inclusão no RN
Caso dos vídeos com IA de Sandro Alex e Ratinho Junior chega ao TSE após TRE barrar recursos
MPPR investiga possível lançamento irregular de esgoto em arroio de Ponta Grossa
MP pede retirada de vídeo com Ratinho Junior que exalta gestão e rebate críticos em período eleitoral
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.